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PALESTRA

Nova onda de covid está em curso no País, diz especialista

Januario Montone, consultor do Espaço Democrático, destacou que os únicos marcadores confiáveis que o País tem são os de óbitos e internações.

22 de jun de 2022

Reunião semanal abordou, além de questões sobre saúde, as eleições na Colômbia

Redação Scriptum

Tudo indica que o Brasil já está vivendo a quarta onda de contaminação pela covid-19. Dados sobre internação hospitalar em Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Goiânia e Porto Alegre revelam que essas capitais já apresentam alto risco. O diagnóstico, do gestor e consultor na área de saúde Januario Montone, foi feito nesta terça-feira (21) durante a reunião semanal do Espaço Democrático – a fundação para estudos e formação política do PSD.

Montone, que fez um amplo balanço dos números da covid, destacou que os únicos marcadores confiáveis que o País tem são os de óbitos e internações. “Não é possível estimar quantas pessoas foram contaminadas pelo vírus, especialmente porque os autotestes comprados em farmácia não são notificados”, disse. Apesar do risco aumentado em algumas regiões, o que levou o Estado do Rio Grande do Norte e cidades como Belo Horizonte e Pelotas (RS) a determinarem o uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados, o fato é que as subvariantes mais comuns do Ômicron (BA.4 e BA.5), embora tenham maior capacidade para driblar as vacinas, apresentam menor taxa de letalidade. “A maioria das internações é de crianças, jovens com vacinação incompleta e idosos acima de 80 anos com vacinação completa”, lembrou.

Os números da vacinação são grandiosos, apesar da estatística mostrar que cerca de 17,4 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 8,9% da população-alvo de 200 milhões de pessoas (a partir dos 5 anos de idade) não tenham se vacinado.

Em sua exposição, Montone também falou sobre o recente reajuste dos planos de saúde. Explicou como é aplicado o aumento anual nos três diferentes tipos de planos – coletivos empresariais, coletivos por adesão e individuais e familiares, únicos que ainda são controlados pela Agência Nacional de Saúde (ANS), que deve conceder autorização prévia e determina o limite do reajuste.

Segundo ele, a tendência é que o modelo verticalizado de planos de saúde – aquele em que as operadoras investem em estruturas próprias como hospitais, clínicas, laboratórios e outros serviços da área – sejam cada vez mais comum por permitirem uma redução no custo do sistema.

Colômbia à esquerda

Na outra apresentação do dia o economista Luiz Alberto Machado falou sobre a vitória do esquerdista Gustavo Petro, da coligação Pacto Histórico, nas eleições presidenciais da Colômbia. Ele venceu o candidato de direita, Rodolfo Hernández, conhecido como “Trump colombiano”, por 50,44% dos votos contra 47,31%.

Machado lembrou que a economia colombiana cresceu 10,6% em 2021 – embora sobre uma base que se retraiu 7% em 2020 – e estima-se que crescerá 4,5% este ano. “Isso significa que não foi a economia que derrubou a candidatura de Hernández, que era apoiado pelo atual presidente, Ivan Duque”, avaliou.

Para o coordenador de Relações Institucionais do Espaço Democrático, Vilmar Rocha, “é a desigualdade estrutural, a distribuição desigual de riqueza que explica o resultado”. Ele destacou que a sugestão de que a vitória da esquerda – a primeira da história na Colômbia – possa provocar uma ruptura no País é infundada. “A Colômbia tem um Congresso forte e isso não vai acontecer”.

Participaram da reunião semanal do Espaço Democrático, além de Januario Montone (virtualmente), Luiz Alberto Machado e Vilmar Rocha (virtualmente), o gestor público Júnior Dourado, o economista Roberto Macedo, o cientista político Rogério Schmitt, o sociólogo Tulio Kahn, o médico e sociólogo Antônio Roberto Batista (virtualmente), o especialista em gestão Rafael Auad, o superintendente da fundação, João Francisco Aprá, e os jornalistas Eduardo Mattos e Sérgio Rondino, coordenador de Comunicação do Espaço Democrático.

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