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Rio investe na revitalização dos Arcos da Lapa

A manutenção do monumento carioca empreendida pela gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD) conta até com alpinistas. Arcos vão recuperar a cor branca característica

08 de abr de 2022

Até alpinistas trabalham na recuperação do antigo aqueduto que se tornou um dos símbolos cariocas

Redação Scriptum com site prefeitura.rio

Um dos mais antigos e conhecidos símbolos da cidade do Rio de Janeiro – os Arcos da Lapa – está sendo revitalizado pela gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD). A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação, está fazendo um trabalho que não era feito há mais de cinco anos. Isso inclui raspagem, limpeza e caiação, a fim de recuperar o tom intenso de branco característico do antigo aqueduto. Mais da metade da construção já voltou à cor original.

O serviço, previsto para ser concluído ao fim do primeiro semestre de 2022, está orçado em cerca de R$ 1,3 milhão. As equipes começaram retirando as pichações espalhadas em vários pontos do monumento, bem como removendo o limo que se formou em alguns trechos da superfície, por conta da umidade provocada pelas chuvas.

Além de usar andaimes, a Gerência de Monumentos e Chafarizes conta com alpinistas industriais, que ficam pendurados a mais de 17 metros do chão para alcançar a parte superior da estrutura, fazendo decapagem com espátula e escova de aço. Na sequência, é aplicada a massa e feita a caiação das extremidades.

A revitalização dos Arcos da Lapa é executada de cima para baixo, sempre em duas faces ao mesmo tempo. A parte mais perto do chão, até dois metros de altura, é deixada para o fim. Já a cor dos Arcos não vem de tinta, mas sim de cal virgem. Os especialistas explicam que a cal permite que o monumento respire e não se deteriore por trás da pintura. Além disso, a caiação é a mesma técnica utilizada na época da construção do aqueduto, que, por ser tombado, precisa ter suas características originais preservadas.

E o trabalho não se concentra apenas nas alturas: a área ao redor dos Arcos da Lapa, como o pavimento da Praça Cardeal Câmara e o passeio em pedras portuguesas do entorno, também está sendo recuperada pela Conservação. Além disso, os dois painéis do artista Selarón passam por manutenção, com pichações removidas.

História

Inaugurado em 1750, o Aqueduto da Carioca, atualmente chamado de Arcos da Lapa, é a maior obra de engenharia no Brasil no século XVIII. Sua construção, em estilo romano, é feita em pedra e cal, medindo cerca de 270 metros de comprimento e 18 metros de altura, distribuídos em 42 arcos plenos, com aberturas circulares entre eles na parte superior.

Erguidos para trazer a água das nascentes do Rio Carioca até o chafariz do Largo da Carioca, a fim de abastecer a população da cidade, os Arcos da Lapa tiveram a primeira estrutura feita com canos de ferro, mas logo trocada por pedra e cal, para evitar a corrosão. Desde 1896, o antigo aqueduto serve como via para o bondinho de Santa Teresa.

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