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Satélite ajudará melhorar os serviços prestados à população

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, diz que satélite geoestacionário a ser lançado pelo Brasil vai dar mais eficiência ao sistema de segurança nacional e expandir a banda larga

08 de fev de 2017

Kassab visitou nesta quarta o Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Brasília.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse nesta quarta-feira (8) que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que será lançado em março, deve contribuir para a realização de políticas públicas, em especial dos serviços prestados pela Telebras. Kassab visitou nesta quarta o Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Brasília.

Para ele, “com o SGDC, o Brasil ganha qualidade na prestação dos seus serviços, seja ao dar mais eficiência ao sistema de segurança nacional, seja ao levar mais condições de banda larga para todos os cidadãos, em suas atividades pessoais ou profissionais”. O satélite deve ser lançado em 21 de março, no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

O ministro acompanhou apresentações do Comae e conheceu a sala de decisão do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e as futuras estações e antenas do SGDC. “Nossa equipe teve a oportunidade de conhecer o que aqui é realizado para, assim, ajudar a integrar mais os esforços das diversas organizações do governo para que haja uma potencialização desse trabalho”, disse. “A fiscalização nacional tem avançado muito. Para nós é um motivo de orgulho saber que nos encontramos, em especial na América do Sul, como o país mais avançado no controle do tráfego aéreo.”

Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios em três eixos: no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, nos sistemas de telecomunicações militares e na absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. Parceria do MCTIC com o Ministério da Defesa, o satélite deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com 10 países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.

Avanço

O presidente da Telebras, Antonio Loss, destacou que “muitas mãos” têm feito o trabalho em torno do SGDC. “As experiências que estamos adquirindo com esse satélite com certeza vão perenizar todo esse conjunto de profissionais envolvidos e facilitar muito a segunda edição do programa”, comentou.

Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, a união de esforços é essencial ao programa. “A gente deu um passo grande com esse projeto, mas destaco o aspecto de olhar para frente, porque a Aeronáutica e a Telebras montaram suas equipes. Temos que integrar esforços civis e militares, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira [AEB].”

Já o secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges, ressaltou o caráter estratégico do satélite para a conectividade do país. “Vencida a etapa de levar banda larga a 100% do território, um excelente passo, a questão será oferecer mais capacidade, porque todo o Brasil vai estar conectado, mas a capacidade ainda vai ser insuficiente para cobrir tudo o que é necessário.”

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