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HOMENAGEM

Senado inaugura memorial das vítimas da pandemia

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), lembrou que “nos dois últimos anos, o Brasil sofreu a sua maior dor e registramos hoje mais 638 mil irmãos mortos pela covid-19”

16 de fev de 2022

O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, também lembrou os três senadores que perderam as vidas para a covid — Arolde Oliveira, José Maranhão e Major Olímpio.

Redação Scriptum com Agência Senado

O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), participou na terça-feira (15) da cerimônia de inauguração, no Senado, do Memorial às Vítimas da covid-19 no Brasil. Criado por iniciativa dos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), o memorial, formado por estruturas que simbolizam velas, tem por objetivo preservar a lembrança das quase 639 mil vítimas da pandemia no País.

No evento, o senador Rodrigo Pacheco afirmou que “nós queríamos escrever a história somente com seus bons momentos e sem os eventos trágicos, mas a história registra pouco sobre as expectativas e muito sobre os fatos. É pelos fatos que nós estamos aqui reunidos. Nos dois últimos anos, o Brasil sofreu a sua maior dor. Registramos, hoje, mais 638 mil irmãos brasileiros e brasileiras mortos pela covid-19”.

Pacheco também lembrou os três senadores que perderam as vidas para a doença — Arolde Oliveira, José Maranhão e Major Olímpio —, além dos servidores vitimados pela covid-19 e dos profissionais de saúde, que fazem parte de um grupo com grande número de acometidos pela doença. “Graças aos profissionais de saúde, muitos dos infectados não serão homenageados neste memorial, pois conseguiram vencer doença. Meu muito obrigado a todos profissionais da saúde do Brasil. Vocês são verdadeiros heróis anônimos, que trataram com disposição e coragem de milhões de brasileiros, muitas vezes sem a devida estrutura e proteção”, disse o senador do PSD mineiro.

A propósito do debate ocorrido durante os trabalhos da CPI da Pandemia sobre as formas de enfrentamento da pandemia, Pacheco afirmou que a posição da Presidência do Senado e da maioria dos senadores é de defesa da ciência e da medicina, das medidas de prevenção e da vacinação. Apesar de discordar de posturas que classificou como negacionistas, ele disse não ser possível retirar o direito de debate ou fazer qualquer tipo de censura.

Para ele, “naturalmente, dentro daquilo que é tolerável, é possível discutir essas questões no Senado. Nós respeitamos, embora nós discordemos de todas essas manifestações negacionistas e antivacina que prestam um grande desserviço para população brasileira”, disse o presidente da Casa.

Memorial

O memorial, localizado na parte superior do Auditório Petrônio Portela, reúne 27 prismas de mármore, representando as unidades da Federação. Os prismas são iluminados internamente e simbolizam velas em honra das vítimas da doença no Brasil. O distanciamento entre as estruturas vai permitir aos visitantes um passeio entre as luzes.

O monumento, projetado pelos arquitetos Vanessa Bhering e André Luiz Castro, conta com rampas para o acesso de pessoas em cadeiras de rodas.

A criação do monumento está prevista na Resolução do Senado Federal 26, de 2021. A resolução tem origem no PRS 46/2021, apresentado pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL) e relatado pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz.

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