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Sindicalista cotado para ser vice na chapa de José Serra

Ipiranga News (14/06/2012) - Em entrevista, o presidente do PSD Movimentos fala sobre a possibilidade de disputar uma eleição e comenta as propostas dos trabalhadores para a cidade.

18 de jun de 2012 · eleições, Patah, PSD, vice

Ipiranga News/Jabaquara News

O sindicalista Ricardo Patah, presidente licenciado do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores – UGT é um dos nomes cotados para ser vice do pré-candidato José Serra, do PSDB, à prefeitura de São Paulo. Patah também é coordenador do PSD Movimentos. Embora tenha experiência no mundo sindical, Ricardo Patah nunca militou na política partidária, mas vê a sua indicação para ocupar a vice na chapa de Serra como o reconhecimento da força do movimento sindical.

O sindicalista defende a idéia de uma maior participação dos trabalhadores na vida política, ocupando cargos nas Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas e Congresso Nacional. “As leis são decididas nessas esferas e nós temos que ter representantes ali”. Ele também vê com bons olhos a valorização do mundo sindical para ocupar cargos nos executivos governamentais nessas eleições. “Os candidatos majoritários têm que levar em conta os trabalhadores, e sua agenda de propostas sérias e factíveis, para avançarmos rumo a uma cidade justa, limpa das enormes contradições e déficits sociais que ainda nos assolam”.

A tese de ter um sindicalista na chapa de Serra ganha força entre o movimento sindical e alguns círculos políticos que compreendem a necessidade de o PSDB desmistificar sua imagem elitista, de quase nunca ter levado em conta os interesses dos trabalhadores, embora professe a Social-Democracia.

A menos de vinte dias do prazo final das convenções partidárias, Patah desincompatibilizou-se da presidência do sindicato e da central sindical. Fica assim à disposição do PSD, onde já atua na formulação das propostas referentes às questões sociais e de valorização do trabalho e geração de emprego e renda. Nessa entrevista ao Jornal Ipiranga News ele fala sobre as propostas dos trabalhadores para administração de uma metrópole como a cidade de São Paulo.

Ipiranga News – O senhor será candidato a vice na chapa de José Serra, do PSDB?
Ricardo Patah: Não tem nada certo, mas é importante ter um nome ligado aos trabalhadores cotado para ocupar a vice na chapa que disputará a prefeitura da maior cidade da América Latina. Estamos aqui para colaborar, sendo ou  não candidato. Os interesses maiores da cidade estão acima de qualquer coisa.

Ipiranga News – Mas o senhor está otimista quanto à sua indicação?
Ricardo Patah: Não é uma questão de otimismo. Vejo no fato do nome de uma liderança sindical estar cotado para vice, uma clara percepção de que os candidatos majoritários terão de ouvir e levar em conta os interesses dos trabalhadores, que têm uma agenda com propostas sérias e factíveis para avançarmos rumo a uma cidade justa, limpa dos enormes contradições e déficits sociais que ainda nos assolam.

Ipiranga News – Depois do Cidade Limpa, o senhor fala agora da necessidade de São Paulo marchar rumo a Cidade Justa. O que vem a ser isso?
Ricardo Patah: É um conceito em construção, mas em linhas gerais é a idéia que tenho da necessidade de as políticas públicas priorizarem padrões sociais e ambientais sustentáveis; que encare de frente os contrastes sociais perversos que ainda persistem; harmonizando local de trabalho e local de moradia; investindo maciçamente em educação de qualidade com os melhores padrões internacionais; investindo fortemente em qualificação profissional para o trabalhador entrar na onda das inovações tecnológicas, de serviços e do comércio; aumentando as oportunidades para que mais e mais cidadãos tenham acesso ao emprego, ao trabalho, à renda, à dignidade da pessoa humana; valorizando o ser humano em sua diversidade e uma cidade liberta de todo tipo de ódio, intolerância, preconceito e discriminação. Uma cidade justa é a que inclui a pessoa nas conquistas da civilização e a exclui do mundo da miséria, da marginalização social, econômica, social, cultural e política.

Ipiranga News – Qual deve ser a marca de uma administração dentro deste conceito de Cidade Justa?
Ricardo Patah: É aquela que dá ao cidadão o que ele realmente manifestou ao colocar seu voto nas urnas. Uma cidade justa é uma cidade cuja maior obra a ser realizada não é aquela do concreto visível, mas do invisível concreto, isto é, não é a cidade apenas das grandes obras, pontes, viadutos, etc, mas também da realização da maior obra possível sonhada, que é a valorização do ser humano em toda a sua dimensão, para que ele possa viver feliz e útil em sociedade que desejo cada vez mais democrática e transparente. Eu aredito n isso. Eu luto por isso.

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