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ELEIÇÕES 2022

Susanna do Val Moore defende ferramentas multidisciplinares na segurança

Policial federal há 14 anos e primeira mulher a presidir o Sindicato da categoria em São Paulo, ela é pré-candidata a Câmara Federal

23 de jun de 2022

Suzanna do Val Moore: “Ter cidades mais seguras vai além da atuação policial”

Redação Scriptum

Policial federal há 14 anos e primeira mulher a presidir o Sindicato dos Policiais Federais do Estado de São Paulo, Susanna do Val Moore, 42 anos, deverá disputar nas eleições de outubro uma vaga na Câmara dos Deputados e destaca a complexidade e importância do segmento de segurança pública para a sociedade. Susanna defende que os problemas relacionados à criminalidade e violência no País não se resolvem apenas com policiamento.

“A solução da segurança vai muito além da atuação policial. É um tema importante e complexo, que engloba outras questões, como proposição de políticas públicas e ações políticas de cunho social, como desenvolvimento econômico e empregabilidade, investimentos no esporte para a juventude e outros temas”, afirma Susanna, ressaltando que deve levar adiante esse conceito quando a campanha tiver início. “É muito importante ter policiamento efetivo, bem treinado e com condições materiais para atuar, mas ter cidades mais seguras vai além disso”, completa.

Para ela, o País precisa enfrentar a “sensação de impunidade” que tem impacto na criminalidade. Segundo a pré-candidata, políticas que permitem aperfeiçoar o funcionamento do Poder Judiciário e a aplicação de leis também são extremamente importantes.

Susanna cita como exemplo para a discussão do tema da segurança as iniciativas adotadas em Nova York nos anos 1970, que sofria com altas taxas de criminalidade e levou adiante uma efetiva “força-tarefa” para encarar a crise. À época, eles focaram em tornar a “cidade limpa e organizada”, enfrentar a necessidade de soluções de desenvolvimento econômico e geração de empregos, também apostando em investimentos em iluminação pública e lazer.

Susanna afirma que vai levar à Câmara dos Deputados debates com essa abordagem “multidisciplinar”. E aponta que recorre ao PSD para a disputa, já que o partido tem representantes no setor público e pré-candidatos com atuação voltada à segurança, mas também em outras áreas, além de conferir “autonomia” a quem atua no partido para apresentar “diferentes bandeiras”.

A agente federal, primeira diretora da mulher da Federação Nacional dos Policiais Federais, lembra a luta dos servidores da corporação para a reestruturação de suas carreiras. A valorização e suporte à atuação da Polícia Federal também é “bandeira” dela, que conta ter ingressado na PF motivada por operações de combate à corrupção nos anos 2000. Ela enxergou que a entidade visava efetivamente apoio à sociedade e o combate ao ilícito sem que se considerasse quem o praticava.

Susanna também destaca que, com 82% de visão positiva da sociedade, a Polícia Federal tem papel fundamental para o País no combate à corrupção, ao tráfico de drogas e diferentes modalidades de crime, e deve ter apoio para atuar. “No policiamento de fronteiras secas, em portos e aeroportos, a PF tem papel fundamental e deve ter apoio e liberdade de atuação”, completou.

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