Loading

Pesquisar

MUNICÍPIOS

Além do caos na saúde, Campo Grande tem protestos

Capital do Mato Grosso do Sul vive os piores momentos da pandemia e o prefeito Marquinhos Trad (PSD) precisa lidar também com reivindicações para reabertura do comércio

25 de mar de 2021

O prefeito Marquinhos Trad: com os manifestantes exaltados, houve princípio de confusão, que foi contido pela Guarda Civil Municipal.

Ao mesmo tempo em que a cidade vive os piores momentos da pandemia do novo coronavírus, o prefeito de Campo Grande (MS), Marquinhos Trad (PSD), tem também que enfrentar protestos de comerciantes e empresários contra as restrições à abertura de lojas e empresas, impostas pela Prefeitura e pelo Governo do Estado. Na manhã de quinta-feira (25), Trad recebeu representantes de movimento de protesto que não conseguiram falar com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), com quem pretendiam discutir a flexibilização das restrições à abertura e medidas para aliviar o sufoco financeiro das empresas.

O grupo formado por empresários e representantes de serviços não essenciais, que estão impedidos de abrir até o dia 4 de abril, conforme decreto estadual, pediu que o prefeito tomasse alguma atitude para a reabertura do comércio. Entretanto, Marquinhos disse que “as decisões não são municipais” e “não me peçam algo que não está no meu alcance” para explicar aos manifestantes que o decreto é estadual.

Entre as reivindicações do grupo, além da revogação das medidas anunciadas pelo Governo do Estado, está a redução do ICMS da gasolina, que é um imposto estadual.

Com os manifestantes exaltados, houve princípio de confusão, que foi contido pela Guarda Civil Municipal. Após a conversa com os manifestantes que estavam na frente da prefeitura, Marquinhos chamou representantes do comércio, da associação das academias e de motoristas de aplicativo para reunião a portas fechadas em seu gabinete.

Mesmo após ampliar a oferta de leitos de UTI, Mato Grosso do Sul está com 100% de ocupação das unidades, depois de ter atingido 106%. O número de leitos foi ampliado de 515 para 536, o que diminuiu a sobrecarga, mas o boletim mais recente da Secretaria Estadual de Saúde informa que 176 pessoas estavam na fila aguardando uma vaga de internação. A maioria delas em Campo Grande, onde há 108 pacientes à espera de um leito.

No Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, considerado referência para tratamento de pacientes com covid-19 pelo SUS, a situação se agravou esta semana. Todos os 120 leitos críticos estão ocupados com pacientes covid e ainda há outros 13 improvisados em outras alas do hospital, conforme o boletim oficial.

A situação mais delicada é de Campo Grande, que atende além da capacidade. São 313 leitos UTI exclusivos para covid, mas são 317 pacientes internados em estado grave.

Para conseguir retirar a cidade desse cenário, o prefeito Marquinhos Trad diz que é necessário mudança de comportamento da população.

Informações Partidárias

Notícias