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ELEIÇÕES 2022

Alencar alerta contra cortes nos recursos à saúde

Liderando as pesquisas eleitorais, o candidato do PSD à reeleição como senador pela Bahia critica redução das verbas federais para o setor e pede mais investimentos em hospitais filantrópicos

30 de maio de 2022

O senador Otto Alencar: saúde pública no Brasil está relegada pelo governo federal desde 2016

Redação Scriptum

Líder disparado na corrida eleitoral para o cargo de senador pela Bahia, nas eleições deste ano, o senador Otto Alencar (PSD-BA) defendeu no domingo (29) o fim dos seguidos cortes promovidos pelo governo federal no orçamento da saúde pública, além de mais investimentos na área, em hospitais filantrópicos e o reajuste na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com uma vantagem de 25 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Otto Alencar lidera a disputa pela vaga no Senado na Bahia, de acordo com a pesquisa Quaest, divulgada há duas semanas. O parlamentar, que busca a reeleição, tem 34% das intenções de voto no principal cenário e pode chegar a 41% a depender dos candidatos na disputa, segundo o levantamento. A Quaest ouviu presencialmente 1.140 eleitores da Bahia entre os dias 13 e 16 de maio. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Alencar esteve em Itapetinga, no Sul do Estado, participando da Caravana Mais Bahia, com os pré-candidatos a governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a vice-governador Geraldo Júnior (MDB). Segundo ele, os cortes ameaçam o fechamento de unidades hospitalares essenciais para o atendimento da população pobre da Bahia e do Brasil que depende do SUS, caso do Hospital Santo Antônio das Obras Sociais Irmã Dulce.

Há 60 dias, o hospital recebeu a visita do presidente da República, Jair Bolsonaro, que prometeu socorro financeiro. Os recursos ainda não chegaram. “De 1975 a 1986 trabalhei com uma pessoa que me deu um sentimento muito grande de caridade e solidariedade, trabalhei com Irma Dulce, quando ela estava viva. Secretário de Saúde da Bahia ajudei a transformar o hospital. É de cortar o coração saber que o Hospital Santo Antônio pode ser fechado, como me disse sua sobrinha Maria Rita, porque o socorro não chega”, revelou.

Para Otto Alencar, que é médico, a saúde pública no Brasil está relegada pelo governo federal desde 2016. “Só não ficou relegada na pandemia porque criamos a CPI da Covid no Senado Federal e exigimos garantir vacina no braço para os baianos e brasileiros”, ressaltou.

Neste ano, os cortes do governo federal no orçamento da saúde foram de mais de R$ 40 bilhões. Nas universidades públicas, de R$ 3 bilhões. “Cortar recursos da saúde e da educação é um absurdo. Exatamente em um momento que o SUS tem de lidar com uma demanda regular de doenças, demanda reprimida dos anos da pandemia e necessidades adicionais da Covid-19”, salientou.

De acordo com o senador, é grave também o não reajuste na tabela de serviços do SUS. “Há cinco anos não se reajusta o valor dos serviços, um parto, uma cirurgia, um exame, um procedimento cirúrgico. Uma consulta paga pelo SUS é R$ 10,00. É muito pouco. O governo teima em não reajustar os serviços das Santas Casas e outros hospitais filantrópicos que prestam serviços pelo SUS”, afirmou.

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