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CONGRESSO

Comissão recebe relatório sobre reforma tributária

Senadores Otto Alencar (BA) e Vanderlan Cardoso (GO) receberam trabalho com sugestões de mudanças

29 de out de 2024

Os senadores Izalci Lucas, Vanderlan Cardoso e Otto Alencar

Edição Scriptum com Agência Senado

Os senadores do PSD Otto Alencar (BA) e Vanderlan Cardoso (GO) receberam na terça-feira (29) o relatório do grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos sobre a regulamentação da reforma tributária. O grupo foi criado em agosto por Vanderlan Cardoso, que é presidente da comissão, para analisar o projeto de lei complementar (PLP 68/2024). O líder do governo em exercício, senador Otto Alencar, participou da apresentação do relatório e recebeu uma cópia do texto.

O texto foi apresentado pelo relator, senador Izalci Lucas (PL-DF), que disse ter dúvidas sobre a eficácia da reforma tributária. “Há fundado receio quanto à neutralidade tributária anunciada, pois, se nenhuma alteração for efetivada, muitos setores sofrerão aumento significativo de carga tributária. O resultado será aumento de arrecadação às custas de empregos e investimentos privados sem contrapartida aos contribuintes”, argumenta o senador.

Durante a entrega do relatório, Vanderlan elogiou o resultado apresentado pelo grupo de trabalho. “Foram encontros com diversos especialistas dos setores impactados pelo texto da proposta em discussão. O relatório do senador Izalci certamente irá levar ao relator da matéria, senador Eduardo Braga, sugestões de aperfeiçoamento de extremo valor”, disse.

A CAE realizou 21 audiências públicas com representantes do setor produtivo, que embasaram o relatório. Izalci propõe 70 alterações no projeto. Como ele não vai passar pela CAE, as sugestões serão encaminhadas ao senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da regulamentação da reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Mudanças

Veja algumas das mudanças propostas no relatório do grupo de trabalho:

  • Isenção do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para sindicatos, federações e confederações sindicais patronais
  • Isenção para doações de quaisquer bens ou serviços sem contraprestação em benefício do doador
  • Redução a zero das alíquotas do IBS e da CBS para alimentos medicinais, destinados a pessoas com erros inatos do metabolismo
  • Inclusão na Cesta Básica Nacional de Alimentos de todos os óleos vegetais destinados à alimentação humana, sucos sem adição de açúcar e conservantes, fungos e castanhas (os alimentos da cesta básica são isentos de IBS e CBS)
  • Supressão da incidência do Imposto Seletivo (IS) sobre bebidas açucaradas
  • Redução em 75% da base de cálculo do IBS e da CBS para entregadores e motoristas de aplicativo
  • Redução de 60% das alíquotas do IBS e da CBS para:
  • Fornecimento de dispositivos médicos (inclusive por meio de leasing e locação), home care, esterilização e instrumentação cirúrgica e serviços veterinários
  • Fornecimento de alimentação por bares e restaurantes, inclusive lanchonetes
  • Serviços de hotelaria, parques de diversão, parques temáticos e agências de turismo
  • Protetores solares (mediante inclusão na lista de produtos de higiene pessoal beneficiados por essa redução)
  • Redução de 30% das alíquotas do IBS e da CBS para representantes comerciais
  • Permissão para que contribuinte do Simples Nacional mudem de regime de recolhimento do IBS e da CBS duas vezes por ano (o texto atual prevê apenas uma mudança anual de regime)
  • Inclusão dos serviços de telecomunicações entre aqueles que podem conceder cashback

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