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Deputada propõe reeducação de agressores de mulheres

"O combate à violência doméstica não pode se limitar a medidas punitivas. É necessário atacar a raiz do problema", afirma Delegada Katarina (PSD-SE)

08 de abr de 2025

A deputada Delegada Katarina: “O combate à violência doméstica não pode se limitar a medidas punitivas. É necessário atacar a raiz do problema”

Edição Scriptum com Liderança do PSD

Para reduzir os índices de violência contra a mulher no Brasil, a terceira secretária da Câmara, a deputada Delegada Katarina (PSD-SE), apresentou o projeto de lei 1191/25, que prevê a criação de um programa de recuperação e reeducação de autores de violência doméstica. O objetivo da proposta é atuar de forma preventiva, promovendo a conscientização e a mudança de comportamento dos agressores.

De acordo com a parlamentar, o projeto busca ir além das punições legais já existentes e oferecer um caminho para a transformação social. “Precisamos reeducar os homens para proteger as mulheres. O combate à violência doméstica não pode se limitar a medidas punitivas. É necessário atacar a raiz do problema, que muitas vezes está na cultura machista enraizada na sociedade”, afirma a deputada.

O programa prevê que agressores condenados pela Lei Maria da Penha sejam encaminhados para grupos de reflexão e acompanhamento psicológico. A ideia é que eles possam compreender os impactos de suas atitudes e, assim, evitar a reincidência. Modelos semelhantes já demonstraram eficácia em outros países, reduzindo significativamente os casos de violência doméstica.

A proposta também enfatiza a importância da educação de gênero como ferramenta de mudança. “O homem agressor precisa entender seu lugar na sociedade e, consequentemente, respeitar o lugar da mulher. Só assim conseguiremos transformar o cenário de violência que assola tantas famílias brasileiras”, destaca a parlamentar.

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