
O deputado Saulo Pedroso: família deverá estar inscrita no CadÚnico e comprovar renda mensal de até um salário mínimo
Edição Scriptum com Agência Câmara
Substitutivo do relator, deputado Saulo Pedroso (PSD-SP), a projeto de lei que estende o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) a famílias que tenham pacientes em tratamento de câncer foi aprovado, em dezembro, na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara.
Pela proposta, para ter direito à tarifa social, a família deverá estar inscrita no CadÚnico, comprovar renda mensal de até um salário mínimo e possuir entre seus membros pessoa em tratamento de câncer.
A TSEE garante descontos na conta de luz para famílias de baixa renda. Os descontos variam de 10% a 100%, conforme a taxa de consumo. Atualmente, já são beneficiadas famílias do CadÚnico com renda até meio salário mínimo por pessoa; indígenas e quilombolas do CadÚnico; famílias do CadÚnico com renda até 3 salários mínimos que tenham algum integrante precisando de aparelhos elétricos para tratamento; e idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Consumidor
Em seu substitutivo, o relator Saulo Pedroso fez modificações sobre os projetos de lei 5186/23, do deputado Pastor Gil (PL-MA), e 916/24, apensado. Os textos originais previam gratuidade total nas contas de água e energia para pacientes em tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), pessoas com deficiência e com transtorno do espectro autista.
Pedroso, no entanto, limitou o benefício à Tarifa Social de Energia Elétrica, sem gratuidade na água. Ele argumentou que a gratuidade ampla geraria subsídio cruzado, com custos repassados a outros consumidores. Ele apontou ainda o risco de aumento nas tarifas de energia e água, além de afetar o equilíbrio dos contratos de concessão.
“O aumento geral das tarifas de energia ou de água para oferecer gratuidade a esses grupos certamente atingiria pessoas em condições financeiras desafiadoras e, especialmente no caso da luz, geraria distorções nas relações de consumo”, disse o relator.
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.