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Eduardo Paes lança plano para enfrentar a dengue

O prefeito do Rio de Janeiro apresentou planejamento com medidas para a assistência à população e combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor também da zika e da chikungunya

02 de fev de 2024

De acordo com Eduardo Paes, há uma rede muito mais ampla e capilarizada de atendimento aos pacientes, com as clínicas da família.

Edição Scriptum com Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, apresentaram na sexta-feira (2) o plano de contingência para o enfrentamento da epidemia de dengue que atinge a capital fluminense. O planejamento prevê uma série de medidas para a assistência da população e o combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da virose e também da zika e da chikungunya.

Entre as estratégias estão a criação do Centro de Operações de Emergência (COE-Dengue); a abertura de dez polos de atendimento para a doença distribuídos por toda o município; a dedicação de leitos para pacientes com dengue nos hospitais da rede municipal; o uso de carros fumacê nas regiões com maiores incidências de caso e a entrada compulsória em imóveis fechados e abandonados.

De acordo com Eduardo Paes, a diferença da situação atual em relação à epidemia que atingiu a cidade em 2012 é que há agora uma rede muito mais ampla e capilarizada de atendimento aos pacientes, com as clínicas da família. “E, ao contrário da pandemia que tivemos de covid, em que o cidadão individualmente não podia fazer muita coisa, essa agora depende muito da ação individual”, disse Paes.

O prefeito carioca lembrou que vidas se perdem em razão da dengue. “Mas, ao contrário da pandemia de covid-19, em que o cidadão individualmente não podia fazer muita coisa a não ser cobrar dos governantes que conseguissem a vacina, no caso da dengue a absoluta maioria dos casos a pessoa pega em casa ou perto do local onde mora por absoluto descuido com a história de água parada. Estamos apresentando as medidas que vamos tomar, mas eu faço um apelo enfático à população de que não adianta só apontar o dedo para os governos ou culpar o mosquito. Nós, enquanto cidadãos, acabamos criando o ambiente propício para a proliferação da dengue”, afirmou Eduardo Paes.

Neste início de ano, o município do Rio de Janeiro já registra mais de 10 mil casos da dengue, com uma taxa de incidência de 160,68 por 100 mil habitantes. Durante todo o ano de 2023, foram 22.959 casos. Os números da doença são altos em todo o Brasil, o que acende o alerta para a urgência de ações, tanto do poder público quanto da população. Em todo o País, são 243,7 mil casos, com 24 óbitos confirmados e 163 em investigação. Os três Estados com maiores taxas de ocorrência são o Distrito Federal, Minas Gerais e Acre. O Rio de Janeiro aparece na sétima posição, com 17,7 mil casos da doença. A maior incidência está na população adulta, em especial nas faixas etárias de 30 a 39 anos e de 40 a 49.

No município do Rio, a combinação de altas temperaturas (que acelera a eclosão dos ovos e o desenvolvimento das larvas), chuvas frequentes (que forma os acúmulos de água) e a circulação de três sorotipos da doença torna o cenário mais favorável à ocorrência da doença. Somente este ano, agentes de vigilância em saúde já inspecionaram 381.652 imóveis em toda a cidade, com tratamento ou eliminação de 98.688 recipientes que poderiam servir de criadouros do mosquito. Em todo o ano de 2023, foram mais de 11 milhões de inspeções em imóveis e mais de 2 milhões de potenciais criadouros eliminados.

A SMS também realiza ações educativas e de mobilização social para orientar a população sobre as medidas para a prevenção das arboviroses urbanas, visando despertar a responsabilidade sanitária individual e coletiva, já que a maioria dos focos do mosquito se encontra dentro do ambiente domiciliar. O combate à dengue deve ser um pacto social em que toda a sociedade se envolva, cada cidadão fazendo a sua parte para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Quando necessário, a população pode fazer pedidos de vistoria ou denunciar possíveis focos do mosquito pela Central de Atendimento da Prefeitura, no telefone 1746. Em 2024, até o momento, 96% dos chamados de inspeção contra focos de dengue recebidos por este canal foram atendidos dentro do prazo.

Cuidados

As principais recomendações para a população são evitar água parada em suas casas em recipientes como vasos de planta, pneus velhos, tonéis d’água, piscinas, garrafas e vasilhames, entre outros; limpar periodicamente locais como lixeiras, ralos, bebedouros de animais e outros objetos que possam acumular água; não despejar lixo irregularmente em terrenos baldios e outros locais inadequados. Em caso de sintomas como dor de cabeça, atrás dos olhos, no corpo e nas articulações; febre alta; mal-estar e manchas vermelhas pelo corpo é preciso procurar atendimento médico o mais breve possível.

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