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Entrevista

Eliziane: ‘Projeto forte é disputar a presidência do Senado’

Apesar de ter se licenciado do parlamento, senadora do PSD do Maranhão diz ao jornal O Imparcial que mantém candidatura para a Casa Alta do Congresso

23 de jul de 2024

Eliziane Gama: “Projeto de candidatura para a disputa da presidência do Senado está muito firme e vamos intensificar as articulações.”

Edição Scriptum com O Imparcial

Em entrevista concedida ao jornal O Imparcial, de São Luís, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) explicou o pedido de licença do Senado para assumir a Secretaria de Juventude no Maranhão. Ela falou sobre os próximos projetos que vai desenvolver no Estado e a disputa pela presidência do Senado. A parlamentar também confirmou que será candidata à reeleição em 2026.

Confira a entrevista:

O que a fez deixar o mandato de senadora temporariamente para ser secretária de Estado?

Eliziane Gama – Foi uma construção partidária, juntamente com o governador Carlos Brandão, que me fez um convite que muito me honrou, e que aceitei prontamente, para comandar a Secretaria Extraordinária da Juventude. O doutor Bene Camacho, que assumiu no meu lugar, também é do PSD, presidido por Gilberto Kassab, e representa os anseios do nosso grupo político e do nosso Estado. É uma grande força política no Senado da região tocantina do Maranhão.

E os planos para disputar a presidência do Senado, como ficam diante dessa licença?

Eliziane – O projeto de candidatura para a disputa da presidência do Senado está muito firme e vamos intensificar as articulações. Pretendo reforçar o contato com colegas senadores e líderes partidários para a construção desse grande e inédito projeto que é ter a primeira mulher na presidência do Senado e, assim, quebrar um ciclo de 200 anos. Nunca uma mulher foi eleita para comandar o Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, teremos, de agora em diante, o desafio de conduzir uma política pública voltada para a juventude no nosso Estado. São diversos os programas e iniciativas conduzidos pela pasta que exigem uma atenção especial.

Com quais partidos a senhora já iniciou as tratativas para viabilizar seu nome na disputa pelo comando do Congresso Nacional?

Eliziane – Começamos pelo meu próprio partido, o PSD. Nosso líder, senador Otto Alencar, e o presidente da legenda, Gilberto Kassab, foram oficialmente informados sobre minha disposição em oferecer meu nome para esse pleito e manifestaram muito entusiasmo. É claro que há ainda toda uma construção pela frente a ser feita. O MDB já foi procurado. Estivemos recentemente com o ex-presidente da República, José Sarney, que também já dirigiu o Congresso Nacional. A sua experiência, seu espírito de consenso e, principalmente, de união me deixaram ainda mais convencida de que é possível a convergência de forças e de interesses para a viabilização desse projeto. Lideranças do PT também foram procuradas e me receberam com bastante entusiasmo. Procurarei todas as legendas e os outros 80 senadores sobre essa candidatura.

A volta ao mandato

Então a senhora volta ao mandato de senadora antes de fevereiro de 2025, já que esse é o mês da eleição da mesa diretora do Senado?

Eliziane – Sim, seguramente.

Por que ainda é baixa a representação feminina nos espaços decisórios de poder?

Eliziane – O Brasil está atrás em termos de representatividade feminina na política, em comparação com outros países da América do Sul. Mas isso só se muda com ações concretas e efetivas. Só avançaremos se houver algo impositivo e efetivo. Para aumentar a representação política, por exemplo, nós temos que ter cotas de mandato legislativo para mulheres, não tem outra saída. Até haver equilíbrio, é por força da lei mesmo.

Que avaliação a senhora faz do governo Lula?

Eliziane – O governo do presidente Lula interrompe um ciclo de de quatro anos em que o Brasil perdeu razoável prestígio internacional, período em que esteve voltado para atender os interesses das elites e, o mais importante, rompe com a trajetória de índices negativos que prejudicavam principalmente os mais pobres.

O atual governo tem marcado golaço atrás de golaço. A taxa de desemprego, na casa dos 7%, é uma das menores da série histórica. A economia nacional cresce a todo vapor e deve levar o País a ser a oitava no ranking mundial. Além disso, Lula, por ser nordestino, tem dado a devida atenção à região, em especial ao Maranhão.

A senhora é candidata à reeleição?

Eliziane – Sim. Sou candidata à reeleição, dentro de uma construção que está sendo feita por nosso grupo político no Maranhão. Com a ajuda de Deus, seremos vitoriosos nesse projeto.

Qual sua posição em relação ao projeto que legaliza jogos de azar no Brasil, que está no Senado para ser votado?

Eliziane – Esse projeto tem um impacto muito negativo em todos os aspectos da vida do brasileiro. Não se pode legalizar algo tão pernicioso para as famílias brasileiras. Jogo é sinônimo de endividamento doméstico, brigas familiares, falência de empresários e, em casos extremos, tem levado pessoas ao suicídio. Então, é preciso derrubar essa proposta para o bem dos lares brasileiros. Há uma teia de ações criminosas que está por trás das grandes redes que promovem os jogos de azar. Definitivamente, é um projeto de lei muito ruim que não conta com meu apoio. Voto contra.

Quais são os resultados do projeto Caravana Fome e Sede de Justiça, que conta com a parceria entre seu mandato, o governo do Estado e demais instituições?

Eliziane – Essa é uma das grandes ações sociais em curso no Maranhão. Já são mais de 80 mil atendimentos até o momento. Tenho o privilégio de ter parceiros como o governador Carlos Brandão, o Tribunal de Justiça do Estado, entidades do Sistema “S”, o governo federal e empresas privadas.

A caravana conta com a experiência de profissionais de diversas áreas para a realização de cirurgias de catarata, atendimento da saúde da mulher, exames médicos e laboratoriais, assistência social, psicológica e nutricional, consultas odontológicas, oftalmológicas e pediatria. A ação também promove a emissão de documentos, orientação jurídica, audiências de conciliação, exames de paternidade e atendimento ao pescador.

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