
O senador Lucas Barreto: países vizinhos da região já estão produzindo petróleo e gerando riqueza para os seus povos.
Edição Scriptum com Agência Senado
O senador Lucas Barreto, do PSD do Amapá, voltou a defender a exploração de petróleo na bacia da foz do Amazonas. Em discurso no plenário, o parlamentar lembrou que, enquanto as autoridades brasileiras colocam entraves nesse tipo de exploração, companhias estrangeiras atuam em países vizinhos no Platô das Guianas. Lucas Barreto apontou que é o mesmo limite geológico, o que seria, em sua visão, uma contradição com os impedimentos brasileiros. A bacia ocupa uma faixa no território marítimo que vai da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa até onde a Baía do Marajó divide o arquipélago da costa paraense. Na região está o bloco exploratório de petróleo e gás natural FZA-M-59, centro da polêmica entre a Petrobras e o Ibama.
Segundo o senador, os países vizinhos da região já estão produzindo petróleo e gerando riqueza para os seus povos. “A presença da Petrobras e suas bases de pronto emprego em eventos e sinistros derivados de acidentes é uma garantia de proteção da natureza, de mitigação dos nossos manguezais e de toda a nossa ictiofauna (conjunto de peixes) na margem equatorial e na foz do rio Amazonas”, argumentou o parlamentar.
Lucas Barreto disse ver uma incoerência em órgãos como o Ibama e o Ministério do Meio ambiente, que negam ao Amapá a exploração do petróleo, mas não têm condições de garantir a proteção aos riscos de danos que poderiam ser provocados por outros países da região. Essas medidas restritivas, de acordo com o senador, inviabilizam um projeto que poderia ser “bem conduzido, trazer investimentos, empregos, infraestrutura e bem-estar social para uma das regiões mais negligenciadas pela União, que é a Amazônia”.
Ainda segundo o senador, “o Amapá não reivindica imprudência, tampouco desrespeito ao meio ambiente. Exigimos, sim, equidade, cidadania, soberania e acesso aos nossos insumos naturais. Não há justiça ambiental quando há abandono social.”