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EDUCAÇÃO

Mais recursos para levar energia a escolas em áreas isoladas

Projeto prevê o uso de recursos do Fust para atender escolas situadas em áreas sem rede elétrica

25 de fev de 2026

O deputado Hugo Leal: “Projeto dá um passo além ao garantir que a ausência de energia elétrica não seja obstáculo para a execução de políticas públicas de conectividade”

Edição Scriptum com Agência Câmara

Tendo por objetivo viabilizar o acesso à internet e o uso de recursos pedagógicos digitais em escolas localizadas em áreas distantes dos grandes centros, principalmente na Região Norte, a Comissão de Minas e Energia da Câmara aprovou projeto de lei que prevê o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para levar energia renovável a escolas públicas situadas em áreas sem atendimento da rede elétrica.

O texto foi aprovado com parecer favorável do deputado Hugo Leal (PSD-RJ) e estabelece que a disponibilidade de energia é considerada um pré-requisito essencial para que os estudantes possam usufruir das novas tecnologias de comunicação.

O relator Hugo Leal apresentou um substitutivo ao Projeto de Lei 4574/24, cujo texto original instituía diretamente o Programa Luz na Escola. A nova redação altera a lei que rege o Fust (Lei 9.998/00) para incluir a viabilização de fontes renováveis de energia, como a solar, entre as finalidades do fundo.

Com isso, as diretrizes e fontes de custeio ficam garantidas por lei, enquanto os detalhes da execução e operacionalização do programa poderão ser definidos pelo governo federal, a fim de garantir maior agilidade e flexibilidade na implementação.

Na avaliação do relator, a medida corrige uma barreira à educação digital. “O projeto dá um passo além ao garantir que a ausência de energia elétrica não seja obstáculo para a execução de políticas públicas de conectividade e educação digital”, afirmou Hugo Leal.

O deputado do PSD fluminense também destacou que o uso de recursos do Fust poderá reduzir a sobrecarga sobre a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo pago pelos consumidores de energia elétrica para financiar programas sociais. Ao diversificar os mecanismos de financiamento, a proposta busca aliviar a pressão sobre as tarifas de luz de todos os brasileiros.

Também já aprovado pela Comissão de Comunicação, o projeto ainda será analisado pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. O texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

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