19 de mar de 2026
· Eduardo Paes, Fronteira Digital, Rio de Janeiro, trânsito, veículos

Fronteira Digital usa câmeras inteligentes capazes de ler placas e identificar veículos
Edição Scriptum com Prefeitura do Rio
Ao falar sobre a implantação, esta semana, da primeira Fronteira Digital da cidade, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), destacou ações desenvolvidas pela sua gestão para aumentar a segurança dos cariocas e dos visitantes da capital fluminense. Além da nova barreira digital, ele lembrou a criação da Divisão de Elite da Guarda Municipal, que vem atuando no centro e na zona sul da cidade desde o último domingo (15). “Esse é o papel que a Prefeitura pode cumprir para ajudar a segurança pública. Vamos seguir em frente, ampliando as áreas”, afirmou.
Sobre a Fronteira Digital, o prefeito lembrou que a estrutura reforça o cinturão digital já existente, que conta com mais de 12 mil câmeras distribuídas por todas as regiões e integra o Cerco Eletrônico da Central. “Estamos ajudando as forças de segurança, a Polícia Civil, fazendo investigação. E a barreira digital é mais um elemento desse todo”, disse.
As Fronteiras Digitais fazem parte da estratégia de ampliação da vigilância na cidade, com estruturas posicionadas em pontos estratégicos que permitem identificar placas clonadas, detectar movimentações de suspeitos e cruzar informações com investigações em andamento, apoiando diretamente a atuação das forças de segurança e do sistema de Justiça.
Pórticos
Na quarta-feira (18), foi inaugurado o primeiro semipórtico inteligente da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio). Instalado na Avenida Francisco Bicalho, o equipamento marca a implantação da primeira Fronteira Digital da cidade — das 16 que serão instaladas até o fim deste ano e das 56 previstas para todas as entradas, saídas e pontos de grande circulação de veículos e pessoas do Rio até 2028.
Cada um desses pórticos e semipórticos é equipado com câmeras inteligentes capazes de ler placas e identificar veículos suspeitos, sempre a pedido das forças de segurança e do sistema de Justiça, tornando praticamente impossível que um veículo sob investigação circule pela cidade sem ser detectado.
O equipamento conta com um telão que exibe, em tempo real, dados sobre veículos suspeitos monitorados simultaneamente pela Central a pedido das forças de segurança, alertas de deslocamento em tempo real já gerados desde a criação da CIVITAS Rio, em junho de 2024, e o volume diário de leituras de placas na cidade, além da imagem da câmera instalada no local.
A CIVITAS Rio integra dados, tecnologias e informações para apoiar, de forma estratégica e inteligente, o trabalho das forças de segurança e do sistema de Justiça. A partir de solicitações oficiais, a Central cruza informações, identifica conexões e organiza evidências de forma estruturada, qualificando investigações e inquéritos com dados auditáveis. Esse processo amplia a capacidade das forças de segurança de agir com mais precisão, agilidade e consistência, contribuindo para a responsabilização efetiva de criminosos. Com essa atuação, a CIVITAS se consolida como uma das centrais municipais de inteligência mais tecnológicas e modernas do país, reforçando o papel estratégico do município no uso de dados, tecnologia e análise avançada para apoiar as forças policiais e o sistema de Justiça.
Força Municipal
A Divisão de Elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro (Força Municipal) iniciou suas operações em 15 de março de 2026, com foco no policiamento preventivo e ostensivo em áreas de alta criminalidade. Cerca de 600 agentes concursados, autorizados a portar armas de fogo, atuam com câmeras corporais, veículos e bases no Centro (Rodoviária/Gentileza) e Zona Sul (Jardim de Alah).
Integração
Na semana passada, a CIVITAS Rio lançou o programa CPID XVII, iniciativa que estabelece a integração de dados com entes públicos, privados e a academia para ampliar a capacidade informacional da Central e fortalecer a produção de conhecimento aplicado à segurança pública.
O sistema passa a incorporar câmeras de segurança privada voltadas ao perímetro urbano e informações sobre roubos e furtos em áreas públicas, contribuindo para subsidiar análises e estudos sobre dinâmicas criminais conduzidos pela Central. As câmeras integradas neste momento são as que atendem aos critérios técnicos e tecnológicos necessários ao intercâmbio seguro com o sistema da CIVITAS Rio.
Estruturado em dois eixos complementares, o programa avança tanto na ampliação da base de informação quanto na produção de conhecimento. De um lado, fortalece a integração de dados; de outro, promove a colaboração com universidades e centros de pesquisa para o desenvolvimento de estudos, soluções e avaliações de políticas públicas. Com isso, a CIVITAS Rio amplia sua capacidade de transformar dados em inteligência, apoiando decisões, investigações e estratégias cada vez mais qualificadas para a segurança da cidade.