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Paes quer tornar o Rio sede oficial do BRICS

Durante evento promovido na cidade, o prefeito ofereceu o prédio do Jockey Club ao grupo de países emergentes

08 de jul de 2025

O BRICS é composto por economias que representam 46% da população mundial e 37% do PIB global.

Edição Scriptum com Prefeitura do Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), entregou uma carta de intenção ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em que formaliza o pedido para que a cidade seja a sede permanente do BRICS, grupo formado por 11 países com economias emergentes, entre eles o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul. O documento foi entregue nesta terça-feira (7), último dia da Cúpula do BRICS 2025, realizada no Museu de Arte Moderna (MAM-Rio). “O Rio apoia plenamente os esforços multilaterais para consolidar o BRICS como um fórum decisivo do século 21. Estamos prontos para receber representantes dos países membros e oferecer a infraestrutura e o cenário adequados para que o grupo avance em suas discussões de forma permanente”, afirmou Paes.

Formado em 2009, o grupo ainda não tem sede oficial. A prefeitura do Rio de Janeiro quer oferecer ao BRICS o prédio do icônico edifício do Jockey Club Brasileiro, na avenida Almirante Barroso, 139, no Centro. Projetado por Lúcio Costa, o espaço tem 83,5 mil metros quadrados, distribuídos em 12 andares, e pode acomodar não apenas escritórios, mas eventos sociais e atividades culturais ao longo do ano.

O BRICS é composto por economias que representam 46% da população mundial e 37% do PIB global. O grupo também conta com as participações de representantes da Arábia Saudita, do Egito, dos Emirados Árabes Unidos, da Etiópia, da Indonésia e do Irã. “Esta proposta reforça o papel do Rio como capital global da diplomacia e dos grandes eventos e permite que continue no imaginário mundial como cidade importante e desejada, o que traz emprego e impulsiona a economia”, frisa o prefeito.

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