
Obras do Terminal Rodoviário Margaridas, que integrará ônibus intermunicipais, municipais, BRT e VLT
Edição Scriptum com O Globo
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou na quarta-feira (6) a criação de um Bilhete Único Metropolitano (BUM), que atenderá passageiros da Baixada Fluminense e os usuários do BRT Transbrasil, sistema de transporte rápido do município. Paes anunciou a medida durante a cerimônia que marcou o início das obras do Terminal Margaridas, em Irajá, na Zona Norte do Rio, que funcionará como ponto de integração entre os ônibus que saem de oito municípios da Baixada Fluminense — Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Queimados, Japeri e Paracambi — e o BRT Transbrasil.
Com previsão de conclusão até o primeiro semestre do ano que vem, esse novo polo de passageiros torna necessário integrar sistemas que, atualmente, usam bilhetagens diferentes — a cidade do Rio com o Jaé e o Estado com o Riocard.
De acordo com Eduardo Paes, isso será possível com a criação de um Bilhete Único Metropolitano (BUM). “Não dá mais para continuar com esse sistema maluco do sujeito que mora no Rio de Janeiro ou em algum município da Baixada e tem que ficar (usando) Riocard, um sistema diferente. Está na hora de integrar esses sistemas”, disse o prefeito.
Paes detalhou ainda como será o bilhete metropolitano. “Estamos tentando isso há dois ou três anos, desde que fizemos a licitação do Jaé, mas vamos trabalhar com o Estado para que tenhamos o Jaé-BUM. Ou seja, uma passagem só ligando o morador da Baixada ao Rio e vice e versa. Transporte mais rápido, mais confortável. E a Prefeitura do Rio de Janeiro está garantindo o subsídio integral porque nós temos o Jaé. Quando a gente tem o Jaé não está dando dinheiro para a Riocard, que é igual às empresas de ônibus. O dinheiro vem para a prefeitura e a gente distribui os recursos pelo sistema, sabendo de fato quem andou, para onde foi, de que maneira funciona o sistema”.
Segundo Paes, “com esse novo terminal a gente cria uma conexão entre a Baixada Fluminense e a eficiência do sistema BRT. Em seis meses, nós vamos ter os moradores do Rio e da Baixada totalmente integrados e a Avenida Brasil liberada de tantos ônibus paradores que aumentam o caos na via expressa”.
Custo menor
Na prática, o plano da prefeitura, conforme explicou Paes, é que o passageiro saia desses municípios da Baixada e embarque no BRT com a integração que cobrará R$ 4,70 por toda essa viagem. Atualmente, viagens desse percurso têm custos de mais de R$ 10. A tarifa de um ônibus que sai de Miguel Couto, em Nova Iguaçu, até a Central é de R$ 12,65. Já de Itaguaí até a Central, o percurso custa R$ 14,15. De Queimados até a Central, por outro lado, o valor é de R$ 15,20.
Ao todo, passageiros de 34 linhas intermunicipais seriam impactados por essa mudança. O cálculo do município é que a integração tiraria 300 ônibus intermunicipais do trânsito da Avenida Brasil com essa integração, mas Paes descartou que haja racionalização dessas linhas: segundo ele, o passageiro terá “liberdade de escolha”.