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ECONOMIA

‘País só tem a ganhar com o Acordo Mercosul-Europa’

O deputado Luiz Nishimori (PSD-PR) comemora aprovação de acordo negociado durante 25 anos

03 de fev de 2026

Para o deputado Luiz Nishimori, setor agropecuário brasileiro está preparado para atender às exigências ambientais da União Europeia

Edição Scriptum com Redação da Liderança do PSD na Câmara

Comemorado no Brasil por diversos segmentos econômicos, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia firmado em 17 de janeiro de 2026, no Paraguai, após mais de 25 anos de negociações, começa agora a ser analisado pelo Congresso, encarregado de aprovar a assinatura do termo pelo País. O deputado Luiz Nishimori (PSD-PR), presidente da Frente Parlamentar da Aquicultura e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, destacou a importância do acordo para a economia nacional.

Para ele, a autorização para assinatura deve ser votada com agilidade para facilitar a entrada em vigor das novas tarifas. A proposta já foi recebida pela Câmara e deverá ser votada pelo Plenário após o Carnaval.

Nishimori ressaltou os benefícios econômicos, comerciais e diplomáticos para o País e afirmou que vai trabalhar pela ratificação do acordo na Câmara. A matéria ainda precisa ser votada pelo Congresso Nacional, pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos dos outros países do Mercosul: Argentina, Paraguai e Uruguai.

Em entrevista à rádio CBN, o parlamentar afirmou que o Brasil “só tem a ganhar” com o acordo e avaliou a medida como estratégica para o fortalecimento da economia nacional, especialmente do agronegócio. Segundo ele, o tratado amplia o acesso do Brasil a um dos mercados mais exigentes do mundo e estimula a competitividade dos produtos nacionais.

Para o deputado do PSD do Paraná, o setor agropecuário brasileiro está preparado para atender às exigências ambientais da União Europeia. “Sempre trabalhamos para fechar esse acordo. O Brasil é líder do Mercosul e precisava dar esse passo. Tivemos grandes avanços no Código Florestal e isso é muito positivo”, avaliou.

O parlamentar também destacou que o acordo sinaliza um novo momento no comércio internacional, com redução de barreiras tarifárias: “O acordo mostra que não há mais espaço para taxações excessivas, tarifaços, guerras e conflitos, que são muito ruins para o mundo.”

Nishimori acrescentou, ainda, que a medida pode impulsionar a aquicultura brasileira, com a possibilidade de exportação de produtos como tilápia, tambaqui, pacu e camarão.

De acordo com estimativas do Ministério das Relações Exteriores, o tratado deve injetar cerca de R$ 37 bilhões na economia brasileira ao longo de dez anos.

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