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Prefeito de Canoas (RS) vai a Brasília em busca de recursos

Em reuniões nos Ministérios, Jairo Jorge (PSD) mostrou números sobre as despesas com o atendimento à saúde da população e pediu providências para evitar a precarização do serviço

06 de out de 2023

O prefeito Jairo Jorge (à esquerda) durante reunião em Brasília: “Estamos fazendo um grande esforço para normalizar os serviços hospitalares”

Edição Scriptum com Prefeitura de Canoas

Jairo Jorge (PSD), prefeito de uma das maiores cidades do Rio Grande do Sul, Canoas, passou a semana em Brasília em busca de recursos para atender à população do município de 347 mil habitantes, na região metropolitana de Porto Alegre. Atualmente, a cidade recebe do governo federal cerca de R$ 7,6 milhões e gasta mais de R$ 9,1 milhões, ou seja, uma diferença superior a R$ 1,5 milhão, que está sendo requerida junto à União.

Nos encontros que manteve na capital federal, Jairo entregou ao Ministério da Saúde um ofício que apresenta um diagnóstico completo da situação da saúde no município e solicita, entre outras providências, o aumento do Teto MAC – valor repassado pelo Governo Federal para custear ações e serviços de saúde na média e na alta complexidade nos Estados e municípios.

O Teto MAC é calculado com base na produtividade dos três hospitais de Canoas. O levantamento demonstra, por exemplo, que em 2022, o valor total investido no Hospital Universitário foi de quase R$ 70 milhões. Já neste ano, o montante ultrapassou R$ 113 milhões. Somente a Prefeitura é responsável pelo repasse de 34% do custo mensal do HU (mais de R$ 4,7 milhões), valor que o caixa municipal não comporta. Os repasses estaduais representam 29%, e os federais, 37%.

O ofício aponta que o HU, que é referência para mais de 3,5 milhões de pessoas do RS, possui dívidas referentes a atrasos no pagamento de fornecedores, funcionários e rescisões trabalhistas. O montante se acumulou a partir da metade do ano passado, quando o contrato com o hospital não foi aditivado. A situação se agrava ainda mais com os cortes oriundos do programa Assistir, do governo estadual. Atualmente, a perda de recursos representa R$ 1,4 milhão por mês – no último ano, foram R$ 14,5 milhões. Caso não haja mudanças no formato do programa, em outubro de 2024, a perda mensal para Canoas passará a ser de R$ 3,5 milhões.

“Estamos fazendo um grande esforço para normalizar os serviços hospitalares. É por isso que estamos aqui, buscando verbas para que não tenhamos que reduzir serviços. Mas é fundamental contarmos com um amplo apoio para que possamos conseguir mais recursos. Não podemos normalizar perdas mensais tão significativas, porque é isso que acaba precarizando o serviço oferecido à população”, ressaltou Jairo.

Na quinta-feira (5), o prefeito esteve com o secretário de Relações Parlamentares da Presidência da República, Gilmar Machado. Jairo solicitou celeridade na liberação de emendas parlamentares que ainda não foram depositadas e reforçou a importância da elevação do teto MAC para o município. Já à tarde, o prefeito participou de reunião na Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), do Ministério da Saúde. O encontro foi com o coordenador do MAC, Josafá Santos.

Jairo também se reuniu com o secretário Nacional de Habitação, Hailton Madureira. A pauta do encontro foi sobre o projeto enviado ao governo federal para a construção de mais de 900 unidades habitacionais dentro do programa Minha Casa Minha Vida.

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