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Belo Horizonte

Prefeitura garante 10% de mulheres em obras públicas

“Mulher trabalha onde ela quiser, precisa ter espaço”, destaca o prefeito Fuad Noman (PSD)

27 de out de 2023

O prefeito Fuad Noman: “Estamos fazendo um programa para abrir o espaço para a mulher que queira trabalhar em construção”

Redação Scriptum com Prefeitura de Belo Horizonte

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), lançou nesta quinta-feira (26) o programa Mulheres na Obra, que tem como objetivo garantir para as moradoras da cidade, no mínimo, 10% das vagas nos canteiros das obras contratadas pela administração da capital de Minas Gerais. Inédita entre as capitais, a iniciativa visa também a empoderar economicamente as mulheres, em especial as que moram em áreas de risco, e dar a elas capacitação profissional para que possam buscar espaço no mercado de trabalho no setor privado. “Nós estamos querendo dizer que a obra é lugar de mulher, sim. Mulher trabalha onde ela quiser, mulher precisa ter espaço. E o que nós estamos fazendo é um programa para fazer exatamente isso, abrir o espaço para a mulher que queira trabalhar em construção”, explica o prefeito. Ainda segundo Noman, a prefeitura não vai admitir que “a mulher receba menos que o homem, serão salários iguais”.

Atualmente, as mulheres ocupam menos de 5% dos postos de trabalho nos contratos de obras firmados pela prefeitura de Belo Horizonte. O programa pretende mudar essa realidade e, numa primeira etapa, vai qualificar 120 mulheres para que possam trabalhar como pintoras, pedreiras de alvenaria, pedreiras de acabamento, carpinteiras, eletricistas e técnicas em hidráulica predial.

Os cursos terão duração de quatro meses, com cargas horárias que vão de 160 a 200 horas, e serão ministrados no período noturno. As participantes terão aulas práticas e teóricas. As que estão em situação de vulnerabilidade social vão receber uma bolsa mensal de R$ 650, condicionada à frequência no curso.

Outro diferencial do programa é que as mulheres deverão ser contratadas para trabalhar exclusivamente nos canteiros de obras. Dessa cota de 10% estão excluídas as mulheres que atuam no setor administrativo e as de nível superior, como engenheiras e arquitetas, por exemplo.

Para ajudar na contratação das participantes dos cursos, a prefeitura fará contatos com empresas e entidades ligadas à construção civil.

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