Loading

Pesquisar

MUNICÍPIOS

Rio dá novas chances a pessoas em situação de rua

Com o programa Seguir em Frente, que já tem 641 pessoas em estágio remunerado, a gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD) recupera e oferece trabalho a quem vivia nas ruas da cidade

24 de jan de 2024

Silvânia dos Prazeres atua como estagiária de limpeza

Edição Scriptum com Prefeitura do Rio

Com o programa Seguir em Frente, a gestão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), está oferecendo novas oportunidades à população de rua carioca. Das 840 pessoas que saíram da situação de rua com apoio do programa, 641 já aderiram a algum dos estágios remunerados ofertados pela Secretaria Municipal de Saúde. E, dessas, 129 já procuram uma quitinete para alugar com os valores que receberão.

São pessoas como Silvânia dos Prazeres, de 51 anos, que há um mês vivia nas ruas do Centro, nas proximidades da Praça da Cruz Vermelha, e hoje já está alugando um imóvel para chamar de lar.

O programa Seguir em Frente é o plano de ação e monitoramento para efetivação das medidas de proteção à população em situação de rua na cidade do Rio de Janeiro. O planejamento estabelece diversas medidas de acolhimento, assistência social e saúde para o cuidado e diagnóstico desse grupo populacional mais vulnerável. O objetivo é criar condições para a ressocialização, promovendo a reinserção no mercado de trabalho e resgatando a cidadania.

A proposta do projeto é, em cinco fases sequenciais, criar condições para que as pessoas saiam das ruas para unidades de acolhimento; promover o tratamento de saúde que cada um precise; dar ocupação remunerada, no próprio projeto, em atividades de interesse público ou em instituições parceiras; construir um futuro com a preparação para o mercado de trabalho e geração de renda; conquistar autonomia para deixar o programa e seguir em frente, reinserido na sociedade e com a cidadania resgatada.

Estágio

Depois de deixar as ruas, Silvânia dos Prazeres já olha o futuro com otimismo. Atua como estagiária de limpeza em uma das unidades de atendimento do programa e quer voltar a ter um lar depois de seis meses nas ruas; quer tratar de uma vez por todas a lesão no pé que a retirou do mercado de trabalho e a fez perder sua antiga moradia; e também quer reconquistar a filha após recuperar a sobriedade.

“Fiquei na rua e foi subumano. Estou tendo a oportunidade de ser gente de novo. O meu foco aqui é o trabalho. Antes, no Rio de Janeiro, não existia esse tipo de oportunidade”, diz ela, com os olhos marejados.

Silvânia foi uma das primeiras pessoas acolhidas pelo programa Seguir em Frente na unidade de atendimento montada próxima à Praça da Cruz Vermelha, onde ela costumava dormir. Agora, está desenvolvendo as atividades do programa diariamente e já se prepara para assumir morada própria, em local próximo à unidade de acolhimento.

“Já estou alugando minha quitinete, aqui perto mesmo. Nem que seja só pra eu dormir, porque os móveis depois eu vou comprando. Pra passar a vaga pra outra pessoa que precise”, conta.

Ex-usuária de drogas, Silvânia passou uma temporada trabalhando na limpeza de banheiros em São Paulo. Anos após se reabilitar da dependência química, ainda não havia conseguido se reerguer financeiramente. Um dia, durante o expediente, telhas de cimento despencaram sobre o seu pé direito. Um tratamento inadequado e mal sucedido aprofundou a lesão, que demandou uma internação e três cirurgias.

O acidente agravou um contexto que já era delicado. Ela não conseguiu se recolocar no mercado, voltou para o Rio de Janeiro, mas, sem ter como se sustentar, acabou nas ruas, onde vivia sem esperança e perspectivas havia cerca de seis meses. A ferida no pé ainda não cicatrizou, fica sempre coberta, se abre de tempos em tempos, bem na dobra entre a canela e o pé.

“Estou reconquistando minha família, minha filha de 24 anos. Perdi casa, perdi tudo. Estou há três anos sem usar droga nem álcool. Mas, nos últimos meses, estava tão desesperada que quase voltei a usar. Aí, surgiu esse programa da Prefeitura”, lembra Silvânia, que agora tem planos de conseguir um emprego e viver em companhia da família. “Meu sonho é abrir um lugar pra vender quentinha. Adoro cozinhar”.

Informações Partidárias

Notícias