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Rio: iniciativa para avançar em reciclagem e inclusão

O prefeito Eduardo Paes (PSD) inaugura a primeira fase da Fábrica Verde, que vai aumentar o aproveitamento de resíduos e gerar renda para a população mais pobre, por meio da economia circular

04 de abr de 2024

A Fábrica Verde ocupa uma área de seis mil metros quadrados na Avenida Brasil

Edição Scriptum com Prefeitura do Rio

Criada para promover a reciclagem de resíduos gerados na cidade, assim como a inclusão social da população de baixa renda por meio da economia circular, a Fábrica Verde, no bairro do Cordovil, na Zona Oeste da cidade, foi inaugurada na quarta-feira (3) pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Falando a uma plateia formada em sua maioria por catadores de resíduos, Paes destacou que o objetivo de sua gestão é que a administração da unidade seja feita pelos próprios trabalhadores.

“É muito bom a gente poder fazer essa estrutura aqui na Avenida Brasil para vocês. O mais importante é que a Fábrica Verde começa a funcionar com a gestão da Secretaria de Meio Ambiente, mas sempre olhando para uma transição, para que isso aqui seja de vocês. Que o governo faça só um impulsionamento, mas que esse espaço seja sustentável e possa caminhar somente com o esforço de vocês”, disse Paes.

O processo seletivo das cooperativas que vão atuar no espaço está sendo realizado e a operação deve começar em até duas semanas. Recém-adquirido pela Prefeitura do Rio, o prédio que será a sede da Fábrica Verde tem aproximadamente 6 mil m² e, além da reciclagem de resíduos, abrigará projetos de capacitação para cerca de 1.500 profissionais por ano.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, disse que “é a primeira vez que se está garantindo o lucro e o pagamento aos catadores. Eles são capazes e se auto governam, e vão tirar o lucro a partir dos produtos. Não vão precisar terceirizar e entregar o material para as grandes empresas recicladoras. Todos os produtos da Fábrica Verde vão estar à disposição na plataforma de venda online da Prefeitura e nós vamos vender a produção diretamente ao consumidor, não vamos distribuir lucro com empresas que não preservam o meio ambiente”.

Também presente no evento, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, disse que o objetivo é estimular a evolução das atividades e das políticas públicas desenvolvidas em cada espaço voltado para a preservação e a conscientização ambiental. “Essa experiência aqui da Fábrica Verde enche os olhos e tem que dar certo para ser exportada para o país inteiro. A cadeia produtiva da reciclagem é um trabalho digno como qualquer outro, não pode ser discriminada. Além de tudo, são agentes ambientais porque evitam que uma quantidade de material polua o meio ambiente”.

Qualificação

Os catadores que atuarem no projeto receberão uma bolsa e uma participação pelo material reciclado. Além disso, se participarem das qualificações, também terão condições de buscar oportunidades de acessar o mercado formal. A cooperativa desses trabalhadores recebe como incentivo um direcionamento dos itens recicláveis para a fábrica e apoio logístico para a venda do material.

“Para a gente, esse espaço vai ter um significado muito importante, com a inclusão direta dos catadores e catadoras de material reciclável. Isso valoriza a mão de obra e também vai agregar valor ao nosso trabalho dentro da cadeia produtiva da reciclagem. A gente vai ter um espaço que diminui os custos, porque muitos de nós pagamos aluguel pelo espaço onde são montadas as nossas bases. Tem também outros gastos, como água e luz. Então, quando se tem um parceiro que vai arcar com esses custos, você consegue agregar valor para poder aumentar a renda do catador e da catadora”, disse Claudete Costa, que será a gestora da parte de reciclagem de resíduos da Fábrica Verde.

O espaço também será uma fábrica-escola para gerar produtos finais, com valor agregado. Na medida em que as pessoas sejam capacitadas, vão colocar o aprendizado delas nas peças produzidas a partir dos resíduos processados na Fábrica Verde.

Com operação plena, a Fábrica Verde vai desenvolver e gerar produtos nas suas instalações a partir do resíduo coletado. A ideia é que a parte têxtil seja utilizada também para a confecção de roupas, bolsas, estojos que podem servir para algum projeto-piloto em escola do município ou para algum hospital da rede municipal ou posto de saúde.

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