
O mascote ‘Seu Vitalino’ – personagem que pauta a vida por bons hábitos e a alegria de ser carioca – foi apresentado pelo prefeito Eduardo Paes
Edição Scriptum com Prefeitura do Rio
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), lançou na quarta-feira (16) um conjunto com 12 diretrizes que norteará as políticas públicas voltadas à população idosa. As medidas incluem a prevenção e o combate ao etarismo, a promoção da autonomia, a ampliação da acessibilidade aos serviços primários de saúde e o incentivo a cuidados de longa duração.
Os Objetivos do Envelhecimento Saudável (OES) estão alinhados aos princípios da Década do Envelhecimento Saudável (2021–2030), proposta da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante o evento, o prefeito Eduardo Paes apresentou o mascote oficial da iniciativa: “Seu Vitalino”, personagem que pauta a vida por bons hábitos e a alegria de ser carioca.
De acordo com o prefeito, “o simbolismo desse ato é mostrar que o envelhecimento saudável virou pauta de governo. A população está vivendo mais, e isso exige que todas as áreas da prefeitura estejam envolvidas. Não basta uma secretaria. Uma calçada acessível, uma clínica da família estruturada, o cuidado com o espaço urbano, tudo isso impacta diretamente a vida da pessoa idosa”.
Os Objetivos do Envelhecimento Saudável definidos no decreto são: longevidade e qualidade de vida, direito à cidade, protagonismo e participação pública, intergeracionalidade, bem-estar social, combate ao etarismo, inclusão digital, oportunidades no mercado de trabalho, proteção ativa e garantia de direitos, educação de qualidade, segurança alimentar e condições adequadas de moradia.
A iniciativa também destaca que a promoção da longevidade com qualidade deve começar ainda na meia-idade, a partir dos 40 anos, com a inclusão dessa faixa etária em programas de atividade física e ações voltadas à saúde mental e ao cuidado preventivo.
Rio acolhedor
Um dos objetivos é combater o isolamento social por meio do investimento em espaços de convivência — a cidade já conta com oito Casas de Convivência —, além da criação de redes de vizinhança solidária, programas de visitação e atividades culturais, esportivas e de lazer voltadas para pessoas com mais de 50 anos. As medidas buscam valorizar o protagonismo dos cariocas que estão envelhecendo, promovendo um Rio mais acolhedor e acessível para os idosos.
O secretário municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, Felipe Michel, defendeu que transformar o Rio em uma cidade amiga da pessoa idosa é um compromisso que deve guiar as políticas públicas.
“A gente está assumindo um compromisso: tornar o Rio a capital do envelhecimento saudável. Isso não é invenção nossa — é uma agenda global da ONU. A pirâmide etária está se invertendo, e a política pública precisa acompanhar. O Rio está dando esse passo importante, guiado pelas diretrizes da Década do Envelhecimento Saudável. Estamos fazendo história”, afirmou o secretário.