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HISTÓRIA

Rota do Café entre MG e SP é monumento nacional

Projeto de Diego Andrade (PSD-MG) é sancionado para homenagear trajeto usado para escoamento da produção mineira em direção o Porto de Santos, passando por 50 cidades de Minas e São Paulo

06 de nov de 2023

O deputado Diego Andrade: objetivo da medida é preservar a riqueza cultural da produção cafeeira e contribuir para o resgate histórico da Rota do Café

Edição Scriptum com Agência Câmara

A Rota do Café, trajeto que era usado para escoar a produção de café de Minas Gerais para o Porto de Santos, em São Paulo, agora é um dos monumentos nacionais. Originada em projeto (PL 2971/11) do deputado Diego Andrade (PSD-MG), aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado, a Lei 14.718/23 foi sancionada pelo presidente da República e entrou em vigor na quarta-feira (1).

Atualmente, entre os monumentos nacionais estão a Serra da Barriga (AL), onde se desenvolveu o Quilombo dos Palmares, e as cidades de Oeiras (PI), Ouro Preto (MG) e Porto Seguro (BA), entre outras.

A Rota do Café compreende o caminho que se inicia na BR-365, no município mineiro de Patrocínio, e passa por 50 cidades de Minas e São Paulo, como Lagoa Formosa, Alfenas e Pouso Alegre, até chegar a Santos.

O deputado Diego Andrade afirma que o objetivo da medida é preservar a riqueza cultural da produção cafeeira de Minas e contribuir para o resgate histórico da Rota do Café. Ele lembra que durante todo o século 19 e parte do século 20, a rota era o caminho em que os carregamentos de café passavam com destino ao Porto de Santos.

O Projeto de Lei (PL) 2.071/2021 do deputado federal Diego Andrade (PSD-MG) foi aprovado no Senado em decisão terminativa pela Comissão de Educação e Cultura (CE) no dia 19 de setembro, com relatoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

Na justificação do projeto de lei, o autor explicou a importância histórica da Rota do Café: a decadência do Ciclo do Ouro nas últimas décadas do século 18 provocou grandes mudanças em Minas Gerais. Nos primeiros anos do século 19, as lavouras de café da Capitania do Rio de Janeiro atingiram Minas Gerais pelos vales dos afluentes do Rio Paraíba do Sul. Localizaram-se, inicialmente, na Zona da Mata, mas difundiu-se, a ponto de ser a principal atividade da Província de Minas Gerais durante o Brasil Império e agente indutor do povoamento e do desenvolvimento da infraestrutura de transportes e de energia.

A dificuldade em transportar o café para comercializá-lo desestimulava e trazia prejuízos aos produtores. Mas a prosperidade gerada pelo café trouxe um surto de desenvolvimento, reforçado pelas políticas governamentais favoráveis à produção, implementadas pelo Executivo após a Proclamação da República.

Para o senador Nelsinho Trad, a proposta, agora transformada em lei, promove “o justo resgate histórico e cultural deste belo e importante caminho que, ao percorrer diversos estados, se torna motivo de orgulho cultural e atrativo turístico”, além de “alavancar desenvolvimento, progresso e geração de renda e emprego”.

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