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Projeto prevê mais incentivos ao futebol feminino

O deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) apresentou na Câmara proposta que altera a Lei do Desporto e garante recursos da Secretaria do Esporte para apoiar as jogadoras

15/04/2019

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O deputado Fabio Faria: “Há mais de cinco mil jogadoras em atividade no País, mas a maioria dos clubes mantêm apenas times amadores”

 

Mesmo já tendo mostrado muito potencial, o futebol feminino ainda não deslanchou no Brasil. Para mudar essa situação, o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) apresentou na Câmara o Projeto de Lei 1509/19, que altera a Lei do Desporto (9.615/98), para garantir que os recursos da Secretaria do Esporte também sejam destinados a apoiar o futebol praticado por mulheres. Ele acredita que ainda é necessário mais incentivos para que mulheres se tornem profissionais. “Há mais de cinco mil jogadoras em atividade no País, mas a maioria dos clubes mantêm apenas times amadores de futebol feminino e apenas três desses times assinam carteira das suas jogadoras”, ressaltou.

Em sua opinião, “apesar de termos uma das melhores jogadoras da história e um campeonato regular, a falta de estrutura profissional do futebol feminino ainda é desafio a ser vencido. A possibilidade de utilizar recursos da Lei de Incentivo ao Esporte seria o primeiro passo”.

Fábio Faria alerta que os campeonatos organizados no Brasil ainda não exigem que os times sejam profissionais. “Isso acaba sendo um incentivo para que os vínculos trabalhistas permaneçam precários. É necessário que haja alguma forma de incentivo para que os clubes possam profissionalizar suas atletas, valorizando o esporte como um todo.”

Segundo o deputado, as relações trabalhistas mais estáveis e direitos trabalhistas respeitados trazem mais incentivos para o desenvolvimento do esporte. “O vínculo empregatício é o mínimo que um trabalhador deve ter reconhecido, negar isso a atletas que treinam, se dedicam, participam de competições e defendem as cores do Brasil mundo afora é um crime.”

A proposição tramita em regime de prioridade e aguarda para entrar na pauta de votações do plenário da Câmara.

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