
Projeto teve relatório favorável do senador Vanderlan Cardoso
Edição Scriptum com Agência Senado
Com relatório favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), o projeto de lei que cria o adicional de especialização e qualificação para servidores da Secretaria do Tribunal de Contas da União (TCU) foi aprovado na terça-feira (5) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Originada na Câmara dos Deputados, a proposta segue para o Plenário em regime de urgência.
O projeto assegura aos servidores da Secretaria do TCU acréscimo salarial de até 30% pela realização de cursos de graduação, especialização, mestrado, doutorado, além de certificações e ações de treinamento. As áreas e temas de interesse das formações devem ser determinadas pelo tribunal.
Os adicionais sobre a remuneração de acordo com cada formação são:
- 15% para doutorado (no máximo, um curso);
- 10% para mestrado (no máximo, dois cursos);
- 8% para ação de pós-doutorado ou capacitação internacional reconhecidos pelo TCU (no máximo, uma ação);
- 6% para pós-graduação lato sensu, em nível de especialização (no máximo, três cursos);
- 5% para graduação (no máximo, um curso além do exigido para ingresso no cargo);
- 2% para obtenção de certificação profissional (no máximo, cinco certificações); e
- 0,5% para o conjunto de ações de treinamento ofertadas ou reconhecidas pelo tribunal (no máximo, uma ação por ano e 12 no total).
De acordo com o projeto (PL 6.232/2023), os adicionais por especialização devem ser incluídos nos pagamentos de aposentadoria e pensão. Para os servidores já aposentados, a gratificação é concedida sobre os cursos realizados durante o exercício do cargo, com exceção das certificações profissionais e das ações de treinamento, que não devem ser contabilizadas.
A reunião da CAE contou com a presença do presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, além de servidores da Corte de Contas. Para Vanderlan Cardoso, “o tribunal vem cumprindo suas atribuições com eficácia e destaque perante a sociedade brasileira e a comunidade internacional”.
Segundo o parlamentar goiano, “isso reflete, em grande medida, a qualidade e o comprometimento de seu corpo técnico. Os crescentes desafios que o exercício do controle externo no Brasil e internacionalmente impõem ao tribunal requerem que seus servidores se tornem cada vez mais especializados e qualificados. Para tanto, é imperioso que a estrutura remuneratória do TCU disponha de mecanismos que incentivem a educação continuada”.