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‘Infraestrutura fortalece agropecuária paranaense’

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), diz que investimentos e inovações no setor rural geraram crescimento de 6,9% no PIB do Estado nos três primeiros trimestres de 2023

06 de fev de 2024

O governador Ratinho Jr: “Nenhuma outra região do Brasil e da América do Sul consegue produzir tanto por m² como o Paraná”

Edição Scriptum com Agência Estadual de Notícias

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), afirma que os avanços da infraestrutura, aliados à educação de qualidade e à industrialização dos produtos primários garantem que a agricultura paranaense seja cada vez mais forte. Ele lembrou que o setor foi o grande responsável pelo crescimento de 6,9% Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná nos três primeiros trimestres de 2023.

Na agropecuária, o Valor Adicionado Bruto (VAB), que difere do PIB apenas pela não incorporação dos impostos, cresceu 34,89%, como resultado principalmente da safra recorde de grãos. O Estado também tem 34 municípios no clube do bilhão do Valor Bruto de Produção Agropecuária.

Esse resultado também influencia nas exportações, com a Portos do Paraná batendo recorde de movimentação, com mais de 60 milhões de toneladas exportadas pelo Porto de Paranaguá em 2023, primeira vez da história nesse patamar. “Nenhuma outra região do Brasil e da América do Sul consegue produzir tanto por metro quadrado como o Paraná, em quantidade e variedade. E ainda industrializar toda essa produção e vender para mais de 150 países”, disse Ratinho Junior.

Ele participou na terça-feira (6) do 36º Show Rural Coopavel, que acontece em Cascavel, no Oeste do Paraná. O evento é um dos maiores do agronegócio da América Latina. É organizado pela cooperativa Coopavel, tendo como foco a inovação e novas tecnologias para o setor. Este ano o evento reúne 600 expositores e a expectativa é alcançar R$ 5,5 bilhões em volume de vendas.

Agroindústria

O aumento anual das safras da agricultura e dos abates da cadeia de proteína animal estão impulsionando um processo de agroindustrialização muito forte no Estado. “O Paraná é o maior produtor de tilápia, de frango e de mandioca, produtos que hoje são comercializados não só na forma de commodity, mas também industrializados, embalados e em diferentes formas da sua produção original, evitando a dependência do produto in natura”, disse Ratinho Junior.

“O Paraná deixou de negociar apenas commodities. Estamos conseguindo industrializar grande parte daquilo que produzimos. Mesmo sendo o segundo maior produtor de grãos do País, temos que importar grãos para abastecer nossos frigoríficos, as cadeias produtivas do frango, do peixe, dos suínos, o que mostra também um ponto positivo, porque muitas vezes há prejuízo na safra, mas a matéria-prima industrializada acaba tendo um valor agregado maior, gerando emprego e renda em toda a cadeia”, explicou.

Ele destacou também a atração de investimentos de grande porte, como os da Frimesa, Lar, C.Vale e Coopavel, na região Oeste, e o faturamento recorde das cooperativas, ultrapassando R$ 200 bilhões em 2023. Do lado do pequeno negócio, o Governo do Estado apoia as agroindústrias, principalmente as da agricultura familiar, dentro de linhas de financiamento e investimento direto, como no Coopera Paraná e no Compra Direta Paraná.

“Temos uma série de programas voltados para a agroindustrialização e sentimos esse movimento cada vez maior em feiras como o Show Rural. Criamos o Banco do Agricultor Paranaense, que ajuda agricultores com juros subsidiados, inclusive com linhas específicas para mulheres donas ou sócias de propriedades. São recursos do Tesouro do Estado para ajudar o desenvolvimento da energia renovável, solar e biogás, além de irrigação, o que mostra que o agro do Paraná está antenado com o ambiente verde e inovador”, afirmou.

Infraestrutura

O governador também falou sobre investimentos na área portuária. Ele comemorou o recorde de movimentação no Porto de Paranaguá em 2023, com mais de 60 milhões de toneladas movimentadas, antecipando a meta da empresa pública que administra os portos paranaenses. “O planejamento da Portos do Paraná em 2018 era chegar a 60 milhões de toneladas em 2030. Conseguimos ultrapassar essa projeção sete anos antes. Não à toa o Porto de Paranaguá foi eleito quatro vezes consecutivas como o mais eficiente do Brasil”, afirmou.

“Essa é a porta de saída de tudo que produzimos aqui no Paraná e também da produção de outros estados. Se o porto é eficiente, ajuda a trazer eficiência para o campo, mais empregos. Temos visto as cooperativas crescendo, o que nos consolida como o supermercado do mundo”, analisou.

Ratinho Junior também destacou as obras do Novo Moegão do Porto de Paranaguá, que vai agilizar o escoamento das mercadorias por linha férrea. O investimento é de cerca de R$ 600 milhões, já licitado, e que deve ter as obras iniciadas nas próximas semanas. Hoje o porto tem capacidade para descarregar 180 vagões por dia. Com a nova estrutura, passará para 900 vagões por dia, sendo a maior obra portuária da atualidade no Brasil.

Ele também citou a Nova Ferroeste, linha férrea proposta pelo Governo do Estado que irá ligar Maracaju (MS) a Paranaguá, com 1,5 mil quilômetros, e o início das novas concessões rodoviárias. “Esses investimentos impulsionam o agronegócio porque criam um ambiente de crescimento. Estradas mais seguras e rotas alternativas garantem aumento de competitividade. É o que estamos buscando”, afirmou o governador.

Educação

O governador também apontou os investimentos feitos na área da educação, que colocaram o Paraná como o melhor ensino público do País. Ratinho Junior assinou o decreto que regulamenta e estrutura o funcionamento das Cooperativas-Escolas nos 23 colégios agrícolas e dois florestais que compõem a rede estadual de ensino.

“O cooperativismo está no DNA do paranaense. Somos o Estado que mais tem cooperativas no Brasil, com as maiores da América Latina. Queremos que os filhos dos nossos tenham conhecimento, acesso a tecnologias, como drones, e que também se transformem em gestores no futuro”, destacou. “Eles poderão produzir, vender esses alimentos, e esse dinheiro irá voltar para o colégio. É levar a educação tradicional, com língua portuguesa, matemática, e também o ensino técnico”, concluiu.

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