
Carrapato-estrela é vetor da febre maculosa
Redação Scriptum com Prefeitura de Itupeva
O governo do prefeito de Itupeva, Marcão Marchi (PSD), intensificou o monitoramento de áreas de risco e o trabalho de orientação dos moradores do município do interior do Estado de São Paulo sobre a febre maculosa. “Temos uma extensa área verde de preservação ambiental em Itupeva e isso acaba atraindo as capivaras, animal que costuma ser hospedeiro do carrapato, vetor da febre maculosa. O trabalho de orientação e monitoramento é realizado ao longo de todo o ano, de forma ininterrupta”, explica a secretária municipal de Saúde, Juliana Mantovani.
De forma intensiva, a equipe da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) tem distribuído panfletos informativos nas unidades básicas de saúde, no hospital da cidade e nos estabelecimentos comerciais. Além disso, faz vistorias em áreas com lagoa, lagos e rios, onde são coletados dados para pesquisas acarológicas.
A doença é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia e transmitida pela picada do carrapato-estrela. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, dor no corpo, vômito, diarreia, mal-estar e manchas avermelhadas. Os sintomas surgem entre dois e 14 dias após a picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria.
A febre maculosa tem grande potencial de evolução para formas graves. No Estado de São Paulo, o índice de letalidade é de 60%. Vestir roupas longas e claras e verificar, a cada duas horas, se há sinais de picada no corpo são algumas das formas de prevenção divulgadas pela prefeitura.
Casos
De acordo com a Unidade de Vigilância Epidemiológica, seis casos suspeitos de febre maculosa estão sendo analisados em Itupeva, quatro mulheres e dois homens. Entre esses pacientes há um casal que esteve na Fazenda Santa Margarida, em Campinas, foco da contaminação principal até o momento. Todos os casos estão sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica.