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Melhores cidades do País são administradas pelo PSD

Curitiba (PR) e Gavião Peixoto (SP) lideram índice que avalia qualidade de vida em mais de 5.500 cidades

20 de maio de 2026 · Adriano Marçal, Curitiba, Eduardo Pimentel, Gavião Peixoto, Índice da IPS Brasil, IPS Brasil

Entre as capitais, Curitiba, no Paraná, lidera outra vez o ranking nacional de qualidade de vida com 71,29 pontos.

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As duas cidades melhor colocadas no Índice de Progresso Social da IPS Brasil são administradas por prefeitos do PSD. Entre as capitais, Curitiba, no Paraná, lidera outra vez o ranking nacional de qualidade de vida com 71,29 pontos. Considerando todas as cidades brasileiras, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, com 4.800 habitantes, é tricampeã. Pela terceira vez consecutiva obteve a melhor classificação entre os 5.570 municípios brasileiros no Índice da IPS Brasil. A nota da cidade de 4,7 mil habitantes é de 73,10 em uma escala que vai de 0 a 100.

Curitiba, administrada pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD), foi seguida no índice por Brasília (DF), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG). A capital paranaense é a 8.ª capital brasileira em população, com 1,8 milhão de habitantes. A diferença entre a capital mais bem colocada e a última ultrapassa 12 pontos, evidenciando a variação nos níveis de progresso social entre as capitais brasileiras.

O prefeito Eduardo Pimentel atribui os bons resultados aos esforços realizados por toda a cidade para oferecer as melhores estruturas e serviços para o cidadão.

“Para Curitiba, esse resultado é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. O IPS promove um pente-fino em dados e indicadores que medem a qualidade de vida nas cidades brasileiras e, entre eles, vários estão relacionados à oferta de serviços públicos municipais. Temos atuado fortemente na educação, na saúde, na geração de empregos, no investimento em meio ambiente e sustentabilidade e no maior pacote de obras da história do município. Isso é possível porque temos um forte compromisso com a responsabilidade fiscal, como demonstra a nota A+, concedida pelo Tesouro Nacional. A partir dessa saúde financeira, conseguimos realizar investimentos em toda a cidade, melhorando a vida dos curitibanos”, diz o prefeito.

O prefeito Adriano Marçal, de Gavião Peixoto: Mesmo enfrentando um ano difícil, seguimos trabalhando com responsabilidade”

Esforço coletivo

Por sua vez, Gavião Peixoto, que surgiu de um assentamento rural e abrigou uma colônia de imigrantes que fugiram da Revolução Russa de 1917, ganhou impulso com a chegada da Embraer, uma das principais fabricantes de aviões do mundo, em 2001. O município está entre São Carlos e Araraquara, dois polos educacionais e tecnológicos do interior paulista.

Para o prefeito Adriano Marçal (PSD), a liderança no índice IPS Brasil é resultado do esforço coletivo entre população, servidores públicos e administração municipal. “Recebemos esse reconhecimento com muita alegria e responsabilidade. Essa conquista é fruto do trabalho sério realizado pela gestão pública, mas principalmente da união de esforços de toda a população e dos nossos servidores públicos, que diariamente ajudam a construir uma cidade cada vez melhor para todos. Mesmo enfrentando um ano difícil, marcado pela queda na arrecadação, seguimos trabalhando com planejamento, responsabilidade e compromisso com as pessoas. Conquistar pela terceira vez seguida o título de melhor qualidade de vida do Brasil mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.

Qualidade de vida

O IPS Brasil, que considera 57 indicadores sociais, revela que a qualidade de vida no Brasil é marcada por desigualdades persistentes. Entre as 20 cidades com melhores índices, 13 estão no Sudeste, sendo 12 no Estado de São Paulo e 1 em Minas Gerais. A segunda melhor colocada é Jundiaí (71,80), seguida pelas também paulistas Oswaldo Cruz e Pompéia, empatadas com 71,76). Curitiba e Brasília são as únicas capitais nessa lista.

Evolução

O IPS Brasil 2026 mostra que o País alcançou pontuação média de 63,40, indicando uma evolução sutil em relação ao ano anterior. Entre as dimensões do índice, “Necessidades Humanas Básicas” apresentou o melhor desempenho, com média de 74,58, seguida por “Fundamentos do Bem-estar”, com 68,81. Já a dimensão ‘Oportunidades” registrou o menor resultado, com 46,82, mantendo o padrão observado desde as edições anteriores.

Na análise dos 12 componentes que compõem o índice, Moradia obteve a maior pontuação média (87,95), seguida por “Acesso à Informação e Comunicação” (79,81), que também apresentou o maior avanço percentual em relação ao ano anterior. Em contrapartida, os piores resultados concentram-se na dimensão de “Oportunidades”, com destaque para “Direitos Individuais” (39,14), “Acesso à Educação Superior” (45,97) e “Inclusão Social” (47,22).

O componente de “Inclusão Social” mantém trajetória de queda desde 2024, refletindo desafios como a baixa representatividade de mulheres e pessoas negras nas câmaras municipais e os altos índices de violência contra minorias. Ao mesmo tempo, parte da região Nordeste apresenta desempenhos relativamente melhores nesse tema.

Os Estados da Amazônia Legal apresentam desempenho mais baixo no componente de “Qualidade do Meio Ambiente”, influenciados pelo desmatamento acumulado e pela concentração de emissões de gases de efeito estufa, segundo o estudo. Já o componente de “Saúde e Bem-estar” aponta fragilidades especialmente nas regiões Sul e Sudeste, associadas a taxas elevadas de obesidade, suicídio e mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis.

Os dados indicam que, especialmente entre municípios com PIB per capita inferior a R$ 100 mil, há grande variação nos resultados de progresso social. Ou seja, cidades com níveis semelhantes de renda podem apresentar desempenhos muito distintos em áreas como saúde, educação, segurança e inclusão social.

“Esse padrão reforça que o progresso social depende não apenas da geração de riqueza, mas da forma como ela é convertida em políticas públicas e serviços para a população”, afirma Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.

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