
O líder Antonio Brito: no próximo mês será traçado o planejamento estratégico de 2025 e também se iniciará a preparação para as eleições da bancada em 2026
Edição Scriptum com Redação da Liderança do PSD na Câmara
A discussão do sistema eleitoral e de pautas sociais como saúde e educação estão entre as prioridades da bancada do PSD na Câmara. Essa disposição foi reafirmada pelo líder do partido na Casa, deputado Antonio Brito (PSD-BA), em entrevista à TV Câmara. Ele também destacou a realização do encontro semestral dos deputados do PSD em março deste ano.
Brito, que está à frente da liderança do PSD na Câmara no quinto ano consecutivo, disse que no encontro do próximo mês será traçado o planejamento estratégico de 2025 e também se iniciará a preparação para as eleições da bancada em 2026, além de outras ações.
O PSD liderou a discussão sobre um novo sistema eleitoral ao pedir prioridade na análise do projeto que altera o sistema eleitoral para o modelo distrital misto (PL 9212/17). O tema deverá ser objeto de uma comissão especial e já motivou a apresentação de uma proposta de Emenda à Constituição pelo deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR).
“O PSD propôs aqui no colégio de Líderes sobre o projeto do sistema distrital misto, que é um debate sobre o sistema eleitoral, e vários outros temas que vão ao encontro da população brasileira, como saúde”, disse.
Sistema eleitoral
A proposta altera a regra para eleger deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. O atual sistema proporcional seria alterado para o distrital misto, que combina regras do voto distrital (majoritário) com o voto em listas fechadas (proporcional).
No sistema proporcional, usado atualmente, os eleitores votam em candidatos ou partidos, e as cadeiras são distribuídas de acordo com a proporção de votos que cada partido recebeu. No voto distrital, o Estado é dividido em distritos, e cada distrito elege apenas um representante, geralmente o mais votado.
O projeto prevê a adoção do distrital misto, que combina os dois sistemas: metade das vagas seria preenchida pelo sistema distrital, e a outra metade pelo sistema proporcional. Por exemplo: no caso de um Estado com nove cadeiras de deputado federal, quatro serão escolhidos na modalidade do voto distrital. Os distritos seriam demarcados pela Justiça Eleitoral de acordo com o número de habitantes.