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CPI DA COVID

Ministro quer fortalecer produção de insumos para vacina

Em reunião presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), Marcelo Queiroga, da Saúde, disse que o Brasil não pode ficar “refém” da importação para a produção de vacinas contra o novo coronavírus

06 de maio de 2021

O ministro Marcelo Queiroga e o senador Omar Aziz

O grande volume de questionamentos encaminhados ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na reunião da CPI da Pandemia desta quinta-feira (6), obrigaram o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), a reagendar para a próxima terça-feira (10) o depoimento do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa), Antonio Barra Torres, que também seria ouvido na quinta pela CPI. Aziz avaliou que será impossível ouvir mais de uma pessoa por dia e que esse esquema terá que ser reavaliado.

Em seu depoimento, o ministro Marcelo Queiroga disse que o Brasil não pode ficar “refém” da importação de insumos estratégicos para a produção de vacinas contra a covid-19. Para que isso não ocorra, o médico insistiu na necessidade de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), o que também se estende ao complexo industrial.

Ao falar sobre o elevado número de óbitos de pacientes internados com o vírus, Queiroga destacou a necessidade de preparar melhor os profissionais de saúde e comentou sobre a importância de aprimoramento dos serviços de telessaúde e do compartilhamento de conhecimentos entre os hospitais.

Indagado por parlamentares sobre um cronograma definitivo da vacinação no país, o ministro da Saúde disse que a agenda é atualizada semanalmente a partir de uma série de variáveis como atrasos na entrega de insumos e de doses prontas. Para Queiroga, é preciso fortalecer a produção do Instituto Butantan, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conseguir mais doses prontas para acelerar a vacinação do grupo prioritário e partir para a imunização da população como um todo.

O ministro também voltou a criticar a inclusão de novos grupos para vacinação por Estados e municípios, sem o aval da União, sob pena de desarmonização do Plano Nacional de Imunização (PNI).

Queiroga reconheceu que há uma divisão na classe médica sobre a adoção ou não de um tratamento precoce da covid-19. Diante disso, afirmou que a pasta está reunindo a opinião de diversas sociedades científicas sobre o tema para chegar a um consenso e “pacificar” a questão. A partir desse levantamento, um protocolo com diretrizes sobre o assunto será colocado em consulta pública para deliberação das autoridades o mais rapidamente possível.

Vencida essa etapa, o ministro disse que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável pela definição de protocolos clínicos, terá 180 para definir uma conduta, mas que frente à urgência da medida, vai pedir que a deliberação seja tomada o mais brevemente possível. Apesar disso, o médico considerou que a questão do tratamento precoce não é decisiva no enfrentamento à pandemia, segundo ele, a vacinação e medidas não farmacológicas são mais importantes.

Também membro titular da CPI da Pandemia, o senador Otto Alencar (PSD-BA) criticou mais uma vez, nesta quinta-feira (6), a condução do governo federal no enfrentamento à covid-19. Durante as sessões da CPI, Otto tem alertado sobre os riscos à saúde em decorrência do uso dos medicamentos e assegura que não há nenhuma eficácia dos remédios contra a covid-19.

Questionado sobre as declarações de alguns parlamentares aliados do governo que afirmam que a CPI é apenas uma “cortina de fumaça”, o senador nega as alegações e afirma que a comissão tem, além do caráter investigativo, um caráter propositivo, “para propor mudanças nos erros de Bolsonaro”.

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