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Omar e Otto defendem investigação da compra de Covaxin

Senadores do PSD, integrantes da CPI da Pandemia, consideram “graves” as denúncias de que o governo federal assinou contrato para pagar vacinas com preço 1.000% mais alto que o previsto inicialmente

24 de jun de 2021

Os senadores Otto Alencar e Omar Aziz

Para o presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), são “gravíssimas” as denúncias do deputado Luis Miranda (DEM-DF), que diz ter alertado o presidente Jair Bolsonaro sobre irregularidades na compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde. Omar disse que, a partir dos depoimentos do deputado e do irmão dele (diretor no Ministério da Saúde responsável pelo contrato de aquisição do imunizante), na sexta-feira (25), serão decididas quais diligências serão tomadas pela CPI. O senador afirmou que pediu à Polícia Federal para verificar se houve inquérito para investigar a negociação.

 

A CPI da Pandemia aprovou nesta quarta-feira (23) requerimentos de informações e quebras de sigilo relacionadas à compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, a um preço 4 vezes maior que o do imunizante da AstraZeneca. Também há indícios de que o contrato, fechado no valor de R$ 1,6 bilhão com intermediação da empresa Precisa Medicamentos, teria sido assinado a um preço 1.000% mais alto que o previsto inicialmente.

Por sua vez, o senador Otto Alencar (PSD-BA) disse considerar “graves” as recentes informações sobre o contrato para compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde e que, por isso, precisam ser investigadas com profundidade e responsabilidade.

Segundo ele, o contrato da Precisa — empresa intermediadora do contrato com o laboratório Bharat Biotech — é de R$ 1,6 bilhão, com uma empresa com capital social de R$ 12 milhões. “Tudo isso chama atenção. A Precisa já tinha relações de compra e venda de produtos ao Ministério da Saúde, já é uma empresa conhecida, já muito falada aqui nos centros e circuitos políticos de Brasília. E realmente ela tinha uma força muito grande em termos de lobby dentro do Ministério da Saúde, tanto é que está comprovado agora”, disse.

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