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AMBIENTE

Paraná age para garantir a sobrevivência das abelhas

O governador Ratinho Junior (PSD) lançou programa para instalação de colmeias de abelhas nativas sem ferrão nos parques urbanos do Estado. “Termômetro para medir o ambiente que estamos vivendo”

21 de jan de 2022

O governador Ratinho Jr. lança projeto para introduzir colmeias de abelhas nativas sem ferrão em parques urbanos

Redação Scriptum com Agência de Notícias do Governo do Paraná

As abelhas auxiliam na produção de cerca de 90% dos alimentos no mundo, mas há relatos de que sua sobrevivência está ameaçada pelas mudanças climáticas e métodos intensivos de produção agrícola. No Paraná, contudo, estão sendo feitos esforços para enfrentar essa ameaça. O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) lançou esta semana um programa para a instalação de colmeias de abelhas nativas sem ferrão nos parques urbanos do Estado.

A ação faz parte do Poliniza Paraná, desenvolvido pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), que tem como objetivo espalhar para 398 municípios os Jardins de Mel idealizados pela Prefeitura de Curitiba, replicando o projeto que promove a criação de abelhas nativas sem ferrão, responsáveis por polinizar cerca de 70% das plantas agrícolas.

“A ideia é pegar o que foi implantado na Capital e espalhar para todas as cidades do Paraná, inclusive colocando as crianças para participarem disso, porque elas já crescem com a consciência de cuidado do meio ambiente”, disse o governador. “A abelha tem uma função muito importante na natureza. Como um peixe não sobrevive num rio poluído, a abelha também não sobrevive num ar poluído, então onde tem abelha, tem saúde, qualidade de vida e do ar. É um termômetro para medir o ambiente que estamos vivendo”.

O foco é divulgar a implantação de colmeias como ferramenta de educação ambiental, mostrando a importância e os benefícios dos serviços ecossistêmicos prestados pelos insetos, além de reintroduzir polinizadores nativos em seus locais de origem, pois muitos se encontram ameaçados de extinção.

O projeto surgiu de uma carta recebida de uma aluna do 3º ano da Escola Municipal Castro Alves, do município de São João, na região Sudoeste do Estado. A estudante estava desenvolvendo um projeto e fez um apelo para que a Sedest cuidasse das abelhas.

O projeto terá investimento inicial de cerca de R$ 7 mil, com recursos da Sedest, para a instalação das caixas, placas e colmeia. Pela cooperação, a prefeitura ficará responsável pela manutenção, por meio de limpeza e conservação das caixas. Entre as espécies disponibilizadas no projeto para o Chapéu do Pensador, por exemplo, estão a Guaraipo, que está na lista de espécies ameaçadas de extinção; Jataí; Mandaçaia; Mirim e Manduri. O mel produzido pelas abelhas não será comercializado.

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