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ELEIÇÕES 2022

Presidente do Senado defende o processo eleitoral

Senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) diz em entrevista à Globonews que papel das instituições é defender eleições em outubro por meio de urnas eletrônicas. "Não precisamos de brigas, mas de posições firmes"

09 de maio de 2022

Rodrigo Pacheco: “Justiça Eleitoral tem sua autonomia, eficiência, capacidade e precisa ser naturalmente respeitada”. Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal

Redação Scriptum com informações de O Globo

Não é possível admitir “sequer uma bravata relacionada a fechamento do Supremo” ou dúvidas sobre o processo eleitoral. A afirmação é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que, em entrevista à Globonews no domingo (8), disse que o papel das instituições é “continuar afirmando e reafirmando que as eleições vão acontecer (…) através das urnas eletrônicas”.

Pacheco destacou que “não precisamos de brigas, mas de posições firmes”. Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar as urnas eletrônicas e disse que seu partido vai contratar uma empresa “para fazer auditoria nas eleições”. Ao comentar as declarações, Pacheco disse que a Justiça Eleitoral “tem sua autonomia, eficiência, capacidade e precisa ser naturalmente respeitada”.

Para ele, “a Justiça Eleitoral tem a atribuição constitucional de cuidar do processo eleitoral e da escolha de seus representantes. Imagine uma Justiça especializada, composta por magistrados, membros do Ministério Público, por advogados que compõem através de indicação as Cortes eleitorais Brasil afora, que tem um grande orçamento e que cuida desse tema. Se há necessidade de algo além disso? Evidentemente que não”.

O presidente do Senado também fez referência à separação entre os Poderes: “Aliás, o Poder Executivo tem membros que disputam a eleição, o Poder Legislativo tem membros que disputam a eleição. E candidato não pode pautar eleição. A eleição é definida por uma Justiça especializada e isso deve ser respeitado”, afirmou.

Na entrevista, Pacheco disse que seus encontros na última semana com os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, e do Superior Tribunal Militar (STM), Luis Carlos Gomes Mattos, serviram para “reforçar o compromisso recíproco das instituições com a preservação da democracia”. O presidente do Senado afirmou ainda que há convergência das instituições em repudiar ameaças antidemocráticas, como o apoio vocalizado por grupos de extrema-direita aos atos institucionais da ditadura militar. “Não podemos admitir sequer uma bravata relacionada a fechamento do Supremo, a cancelamento de eleições, a volta de ditadura militar ou de atos institucionais”, disse Pacheco.

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