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Projeto combate violência política contra a mulher

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) é a autora da proposta que torna crime a omissão ou fraude na aplicação de recursos eleitorais destinados a mulheres

23 de nov de 2023

A deputada Laura Carneiro: projeto prevê pena de reclusão, de três a seis anos, e multa.

Edição Scriptum com Agência Câmara

Autora de projeto que torna crime a omissão ou fraude na aplicação de recursos eleitorais destinados a mulheres, sejam eles de natureza monetária ou relacionados ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) diz que o Ministério Público Federal contabilizou, entre agosto de 2021 a novembro de 2022, 112 ocorrências relacionadas à violência política.

Assim, o Projeto de Lei 4069/23, que busca aprimorar os mecanismos de prevenção e combate à violência política contra as mulheres, prevê pena de reclusão, de três a seis anos, e multa.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta altera o Código Eleitoral, a Lei dos Partidos Políticos e a Lei das Eleições.

O texto pune quem deixar de comunicar à autoridade pública a prática de violência política contra a mulher, com pena de detenção, de seis meses a três anos.

Segundo a pesquisa do MPF, a cada 30 dias, ocorreram sete casos envolvendo atos para humilhar, constranger, ameaçar ou prejudicar uma candidata ou mandatária em razão de sua condição feminina. “São números que nos alentam e nos inspiram, pois somente por meio da denúncia de violência política teremos mais e mais fatos a comprovar que a violência política contra a mulher é uma triste realidade no Brasil”, frisou a parlamentar.

O projeto também prevê medidas de proteção das vítimas e denunciantes da prática de violência política contra a mulher, em programas que poderão ser estabelecidos por União, Estados, Distrito Federal e municípios.

Nesse ponto, o projeto adota procedimentos semelhantes aos definidos pela Lei Henry Borel, que cria mecanismos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a criança e o adolescente.

A proposta já foi aprovada pelas Comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e precisa ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser analisada pelo Plenário.

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