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Rodrigo Pacheco faz alerta contra o discurso de ódio

O senador falou em evento da Confederação Israelita. “Por um vazio de pensamento, por falta de reflexão, são capazes de reproduzir as piores torpezas, havendo espaço institucional para isso”

23 de mar de 2022

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco: é dever cívico do Congresso não deixar o Brasil se transformar num país de ódio, de divisão, de radicalização

Redação Scriptum com Agência Senado

Toda a sociedade brasileira, o que inclui o Parlamento, deve se engajar no combate aos discursos de ódio e da banalização do mal. O alerta foi feito pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ao abrir o seminário Discurso de Ódio e a Banalização do Holocausto, na quarta-feira (23), em Brasília.

Organizado pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), com apoio do Congresso Nacional, o evento ocorreu no Auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados. Em sua fala, Pacheco citou o livro Eichmann em Jerusalém — um relato sobre a banalidade do mal, da filósofa Hannah Arendt, para ressaltar a importância de “estamos sempre vigilantes, para que coisas como as que aconteceram naquele momento não se repitam”. O livro descreve o julgamento do criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann.

O senador mineiro lembrou que o mal não é metafísico, mas político e histórico. “É produzido por homens como Eichmann, que, por um vazio de pensamento, por uma falta de reflexão sobre suas atitudes, são capazes de reproduzir as piores torpezas, havendo espaço institucional para isso”, afirmou Pacheco.

Fazendo uma analogia com os dias de hoje, o presidente do Senado lembrou o esforço que o Senado e a Câmara vêm realizando, com a aprovação de projetos de lei, para impedir que as redes sociais sejam usadas para “banalizar e disseminar o mal”. De acordo com ele, “esse é o compromisso cívico que todos nós brasileiros temos, para não deixar o Brasil se transformar num país de ódio, de divisão, de hostilização, de radicalização, de extremismo. Essa é uma responsabilidade que neste momento se exige do Congresso Nacional: de agir muito rapidamente para que isso não aconteça no país”.

A programação do seminário Discurso de Ódio e a Banalização do Holocausto prevê quatro painéis, com os seguintes temas: legislação brasileira; lembrança e memória; mídia e democracia; e discurso do ódio e suas narrativas.

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