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SEGURANÇA

Senado quer discutir saídas temporárias de presos

Para o presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), têm sido recorrentes crimes cometidos por presidiários colocados em liberdade, pela Justiça, em ocasiões como o Natal

10 de jan de 2024

Rodrigo Pacheco: Segurança Pública é papel do Poder Executivo e que as decisões sobre livramentos condicionais e saídas temporárias, por exemplo, cabem ao Judiciário.

Edição Scriptum com Agência Senado

A sociedade brasileira precisa refletir sobre a questão das saídas temporárias de presos, geralmente autorizadas pela Justiça por ocasião de comemorações como o Natal. A opinião é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que reafirmou o compromisso da Casa com a revisão de institutos penais, como a saída temporária de presos, prevista no PL 2.253/2022.

Pacheco lamentou a morte do policial militar Roger Dias da Cunha, de 29 anos, depois de ser baleado na cabeça durante confronto no domingo (7), em Belo Horizonte (MG). O autor dos disparos estava em uma saída temporária de Natal. “Têm sido recorrentes esses acontecimentos de saídas temporárias que, em vez de servirem a uma proposta de ressocialização, têm sido um instrumento de permitir a liberdade daqueles que não têm condição de estar em liberdade”, afirmou, lembrando que “outros fatos nos últimos tempos que ensejam uma reflexão profunda da política brasileira e da sociedade brasileira em relação à segurança pública ao sistema penal”.

O presidente do Senado lembrou que Segurança Pública é papel do Poder Executivo e que as decisões sobre livramentos condicionais e saídas temporárias, por exemplo, cabem ao Poder Judiciário. A parte que cabe ao Legislativo, e que será feita — garantiu — é elaborar leis firmes sobre o tema.

“Nós temos que fazer leis que sejam firmes, que sejam claras, que sejam aplicáveis para poder cumprir a finalidade do Direito Penal, para que aqueles que cometem crime possam ter as suas penas aplicadas, mas ao mesmo tempo sempre acreditar que essas pessoas que recebem pena podem ser recuperadas, então é esse nosso papel no Congresso Nacional”, concluiu o senador do PSD de Minas Gerais.

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