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‘Situação assustadora’, diz prefeita de Ponta Grossa

Na cidade do interior do Paraná, a prefeita Professora Elizabeth (PSD) alertou para o avanço da pandemia e falou em 'dias de grande tristeza e dor com aumento significativo de mortos'

15 de mar de 2021

A prefeita Professora Elizabeth: Na cidade, os 85 leitos de UTI estavam lotados no último final de semana.

Em Ponta Grossa, cidade de 355 mil habitantes na região dos Campos Gerais, no Paraná, a prefeita Professora Elizabeth (PSD) fez um alerta à população: afirmou que a cidade está próxima de “uma situação assustadora de colapso” em meio à pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista coletiva, ela avisou: “Estamos em uma situação crítica só comparável a uma guerra. Ontem tivemos que fechar a UPA Santa Paula para novos atendimentos devido ao grande número de pacientes já em atendimento. No atual risco de contágio e agravamento dos casos, com a escassez de meios de atendimento para essa demanda, teremos dias de grande tristeza e dor com aumento significativo no número de mortos em nossa cidade e região”, disse.

Na cidade, os 85 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto de atendimento – somando SUS e rede privada – estavam lotados no final da semana passada, segundo relatório da Fundação Municipal de Saúde. No caso de leitos exclusivos para Covid-19, o Hospital Universitário da cidade (HU-UEPG) chegou a 20 dias consecutivos com todos os 40 leitos de UTI exclusiva para a doença ocupados.

Na tentativa de criar mais vagas para atendimento na região, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) chegou a abrir leitos para pacientes da doença no Hospital Cruz Vermelha de Castro, na mesma região.

Ponta Grossa tem 24.348 casos confirmados do novo coronavírus, com 15.926 pessoas recuperadas e 442 mortes registradas pela doença, conforme o último boletim divulgado pela Fundação Municipal de Saúde, na quarta-feira (10).

Diante do colapso do sistema de saúde na cidade, a prefeita afirmou que não há mais possibilidade de ampliação da rede como solução, uma vez que “todos os recursos dos hospitais estão empregados”.

“Soluções simplistas e supostamente ideais, como ‘vamos abrir novos hospitais, fazer hospitais de campanha’ são inviáveis. Principalmente neste momento que não há pessoal de saúde e não há suprimento, medicamentos nem oxigênio, para atender novas instalações. Todos os hospitais estão com recursos todos empregados. Nossa estrutura de Ponta Grossa suporta pacientes de uma região importante, habitada por quase 600 mil pessoas”, afirmou Elizabeth.

A prefeita alertou ainda para o risco em caso de necessidade de atendimento hospitalar mesmo para casos que não sejam de Covid-19. “Muitos parecem não ter compreendido a gravidade do que vivemos. Estamos todos em risco. O uso intensivo de recursos médicos e hospitalares para atender Covid deixou as outras áreas de saúde descobertas. É um momento excepcional. A cidade precisa de todos nesse momento”, disse.

A Professora Elizabeth reforçou que é necessário que toda a população colabore no combate à pandemia ou, caso contrário, os esforços não serão suficientes. “Muitos parecem não ter compreendido a gravidade do que vivemos. Proteja sua vida, sua família e sua comunidade. Não há preço, não há negócio que compense o luto de tanta gente. Ainda não é hora de voltarmos à vida normal pois não há normalidade, estamos em uma situação de exceção”, ressaltou.

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