PSD MULHER

Causas sociais marcam trajetória de Gracinha Ferreira em Ilhabela

Vice-prefeita e presidente do partido no município tem atuação destacada como liderança comunitária e em projetos da Pastoral da Criança

22/09/2017

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Gracinha entrou para a política em 1996

 

 

O interesse pela política e a preocupação com o bem-estar das pessoas, principalmente as crianças e os mais carentes, marcam a vida da vice-prefeita e presidente do PSD em Ilhabela, Maria das Graças Ferreira dos Santos Souza, a Gracinha. Quando era menina em sua terra natal, Uruçuca — pequeno município de cerca de 20 mil habitantes, situado no Sul da Bahia — já acompanhava com entusiasmo os comícios do prefeito Expedito Almeida, conhecido fazendeiro e comerciante local que, em função dos diversos trabalhos sociais que realizava, era muito querido pelos moradores.

A vocação para ajudar o próximo também foi bastante estimulada pela mãe de Gracinha, a dona de casa Alice Venâncio. Em um lar com 16 filhos, quatro deles adotados, a matriarca sempre tinha disposição para receber quem precisava de amparo ou comida. “Não éramos ricos, mas nunca passamos necessidade. Minha mãe era uma pessoa que agregava muito. A gente tinha uma casa com um quintal imenso e ela sempre recebia todo mundo e fazia comida para todos”, relembra com carinho a vice-prefeita.

Em 1975, aos 14 anos, Gracinha fez o mesmo trajeto de milhares de nordestinos que vieram para a região Sudeste em busca de oportunidades. Apesar da relutância do pai, o administrador de fazendas Faustino Ferreira, que queria continuar em Uruçuca, a família acabou sendo convencida a migrar para Ilhabela por um irmão da vice-prefeita já estabelecido no município.

Pastoral – Desde que chegou à cidade-arquipélago do Litoral Norte do Estado de São Paulo, Gracinha trabalhou em hotéis, como recepcionista e camareira, foi doméstica e destacou-se pela atuação em projetos sociais. Católica praticante, no início dos anos 1990 recebeu o convite de Irmã Santina, da Congregação das Irmãs Canossianas, para participar da fundação da Pastoral da Criança, trabalho que resultou em experiências inesquecíveis.

Entre os casos mais marcantes, ela destaca o atendimento a um menino de apenas três anos que morava em uma casa muito pequena e era negligenciado pelo pai, usuário de drogas. A mãe do garoto estava grávida e não lhe dava atenção. Sem opções, a criança passava boa parte do tempo na janela, olhando para o cachorro do vizinho. “Ele começou a fazer tudo o que o cachorro fazia: só comia se botassem uma tigelinha e até mordeu o calcanhar da líder da Pastoral que estava acompanhando a visita”, relembra a vice-prefeita.

Após conversas com o pai da criança, que passou a dar mais atenção ao filho, a Pastoral conseguiu reverter a situação e ainda garantiu uma vaga para o menino em uma creche. Gracinha permanece na entidade e exerce o cargo de coordenadora de área, em Ilhabela e São Sebastião.

Bairro e política – Em 1996, com o intuito de contribuir ainda mais com a comunidade, entrou na política partidária e foi eleita vereadora, sendo novamente conduzida à Câmara Municipal no ano 2000. Após um tempo afastada das urnas, período em que aproveitou para aprimorar seus conhecimentos e se formar em Gestão Pública pela Uninter, retornou ao Legislativo e foi escolhida, por aclamação, a presidente da Casa.

Ela também atuou à frente da Sociedade Amigos dos Bairros Itaquanduba e Itaguaçu. “Tinha muito lixo nas ruas do Itaquanduba, onde ainda moro, e, com o meu dinheiro, comprei madeira e pedi ao meu cunhado, que é marceneiro, para fazer lixeiras e distribuir aos moradores. Fizemos mutirão de limpeza e uma parceria com as crianças. Pedimos que ficassem de olho e nos avisassem, caso um adulto jogasse lixo. Através das crianças, podemos mudar os adultos”, explica.

Eleita vice-prefeita em 2016, Gracinha continua com as atenções voltadas para projetos sociais, como a regularização fundiária em bairros como Rodamonte, Bexiga, Morro do Cemitério e Morro dos Mineiros, processo que está em andamento. “Queremos levar melhorias para todos os bairros, devolvendo para os moradores o que pagam de IPTU.”

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