
Ramuth: foram registradas cerca de 28 mil internações ou acolhimentos em comunidades terapêuticas, além da criação de 40 casas terapêuticas na capital paulista
Edição Scriptum com Revista Oeste
“A Cracolândia acabou e não voltará”. A afirmação é do vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), e foi proferida em entrevista concedida ao programa Arena Oeste, da revista ‘Oeste’. Comandada pelo jornalista Silvio Navarro, a atração abordou, entre outros assuntos, as ações realizadas pelo governo estadual para o combate ao uso de drogas na área central da capital paulista. De acordo com Felicio, a maioria dos usuários de entorpecentes que frequentavam o local está em tratamento e apenas 10% das pessoas atualmente encontradas em pontos de uso são oriundas do antigo grupo que ocupava a rua Tiradentes, o epicentro da Cracolândia.
Segundo ele, a mudança desse cenário é resultado direto do trabalho iniciado pela gestão do governador Tarcísio de Freitas em 2023. Desde então, foram registradas cerca de 28 mil internações ou acolhimentos em comunidades terapêuticas, além da criação de 40 casas terapêuticas na capital paulista. A Polícia Militar e as equipes de saúde continuam monitorando locais de uso, com abordagens frequentes e encaminhamentos para tratamento.
Para que o governo estadual enfrentasse da melhor forma possível os problemas decorrentes do consumo de entorpecentes no local, Felicio promoveu a integração entre órgãos dos serviços municipais e estaduais. “Lá em janeiro de 2023, o governador me nomeou para que eu pudesse coordenar os trabalhos, dentro do governo do Estado, das secretarias de Saúde, Social e Segurança, e fazer a interlocução com o município. Imagine você que, dentro de um Estado, Saúde não conversava com Segurança, que não conversava com Social. Era preciso mudar essa realidade”, explicou o vice-governador.
Felicio ponderou, ainda, que havia pessoas capacitadas atuando na recuperação dos dependentes químicos, entre elas grupos de mútua ajuda e outros ligados às igrejas evangélicas e ao catolicismo. “Era como se todo mundo estivesse no mesmo barco, mas remando numa direção diferente.”