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Alesp debate hipertensão pulmonar

Em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada Maria Lúcia Amary falou sobre projetos para a melhoria do atendimento oferecido a quem sofre dessa doença

07 de maio de 2026 · hipertensão pulmonar, Maria Lúcia Amary

A deputada estadual Maria Lúcia Amary: “Mais de dois milhões de brasileiros convivem com a hipertensão pulmonar e cerca de 100 mil requerem tratamento específico”

Edição Scriptum com Assembleia Legislativa de São Paulo

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sediou nesta quarta-feira (6) um debate sobre o atendimento oferecido aos pacientes de hipertensão pulmonar. Realizado em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Hipertensão Pulmonar (5 de maio), o evento foi sugerido e coordenado pela deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSD). O encontro reuniu especialistas, pacientes e representantes de entidades que atuam nessa área para discutir os principais desafios relacionados ao diagnóstico, ao tratamento e ao acesso a medicamentos no tratamento da doença.

Maria Lúcia, que coordena a Frente Parlamentar de Doenças Raras da Alesp, é autora do projeto de lei 309/2024, em tramitação na Casa, que institui o Dia Estadual de Conscientização da Hipertensão Pulmonar. “A criação dessa data visa, principalmente, a trazer conscientização aos cidadãos sobre a doença, o diagnóstico e o tratamento, bem como promover a integração dos acometidos por ela a nossa sociedade. Mais de dois milhões de brasileiros convivem com a hipertensão pulmonar, sendo que cerca de 100 mil pacientes têm hipertensão arterial pulmonar e requerem tratamento específico”, explicou a deputada.

Durante o evento, ela se comprometeu a atender às demandas apresentadas pelos participantes com a elaboração de mais projetos. “A Assembleia Legislativa de São Paulo, através do meu mandato, está e continuará de portas abertas para o diálogo sério, qualificado e humano sobre a hipertensão pulmonar.”

Grave e progressiva

Além dos pulmões, a hipertensão pulmonar afeta o coração, comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Considerada rara e progressiva, a doença acomete entre 15 e 26 pessoas a cada 100 mil habitantes. As mulheres representam 62% dos casos. “O risco de morrer de hipertensão pulmonar sem tratamento pode atingir 40% dos enfermos no primeiro ano. É uma doença extremamente grave e altamente incapacitante”, alertou o pneumologista Caio Júlio César dos Santos Fernandes, palestrante no evento.

Diante da gravidade da doença, profissionais da saúde destacaram a importância do diagnóstico precoce, do acesso a medicamentos na rede pública (SUS) e da ampliação do atendimento especializado. A vice-presidente da Associação Brasileira de Apoio à Família com Doenças Cardiorrespiratórias, Débora Lima, disse que muitos pacientes sofrem com a falta de estrutura. “Imagine você dentro de um lago se afogando. Qual a urgência de você ser resgatado? É imediata. Então, estar aqui na Alesp debatendo esse tema é de extrema urgência e relevância para esses pacientes que estão em sofrimento absoluto e não são vistos.”

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