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Após quase dois anos, Curitiba suspende rodízio de água

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou que reservatórios já atingiram mais de 80% de sua capacidade e destacou obras e ações que ajudaram a normalizar o abastecimento na região

19 de jan de 2022

O governador Ratinho Junior anuncia fim do rodízio de abastecimento em Curitiba

Redação Scriptum com Agência Estadual de Notícias do Paraná

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), começou a quarta-feira (19) com uma boa notícia para os moradores da Região Metropolitana de Curitiba: depois de quase dois anos, o abastecimento de água será normalizado, com o fim do sistema de rodízio já nesta semana. A normalização do abastecimento se tornou possível porque os reservatórios que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado atingiram nível médio de 80,34% da capacidade com as chuvas de janeiro, antecipando a programação do fim do rodízio, previsto para março. A normalização do abastecimento deve ocorrer até as 16 horas de sexta-feira (21).

Ratinho Junior e o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, também anunciaram que não haverá novo rodízio no abastecimento em 2022, mesmo no pior cenário de estiagem. Com as obras realizadas nos últimos dois anos e a conscientização do uso racional por parte da população, os reservatórios têm capacidade de atendimento de 12 a 16 meses. Ainda assim, o Estado permanece sob alerta de emergência hídrica porque enfrenta a seca mais severa dos últimos 91 anos.

Foram 649 dias de rodízio, implementado em março de 2020. Nesse período, o rodízio e todas as medidas implementadas junto à população geraram economia de 89,8 bilhões de litros de água. De agosto de 2020 a dezembro de 2021 houve economia média de 17,17%.

O governador lembrou que “é um dia importante: depois de dois anos de rodízio, conseguimos cumprir a meta de chegar a 80% dos reservatórios para finalizar o rodízio em Curitiba e na Região Metropolitana. E não foi só a chuva que fez com que alcançássemos esse patamar. Nesses dois anos de calamidade hídrica, tivemos muito trabalho de uma equipe de colaboradores da Sanepar; obras antecipadas, como a transposição do Rio Capivari; e ajuda da população”.

Segundo Claudio Stabile, sem as ações implementadas, principalmente o rodízio, o sistema teria entrado em colapso em outubro/novembro de 2020, quando as barragens teriam atingido níveis entre 12,7% e 13,1%, o que praticamente inviabilizaria o fornecimento de água. O cenário se repetiria a partir de julho/agosto de 2021, quando os níveis chegariam a 11%, baixando até 4,5% em outubro de 2021.

Nesse período de rodízio preventivo, para manter o abastecimento, a Sanepar executou uma série de obras, além da semeadura de nuvens para induzir chuvas na cabeceira dos rios.

O rodízio abrangia 14 cidades da RMC: Curitiba, Araucária, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. Algumas dessas cidades não são abastecidas pelas barragens, mas por sistemas isolados de rios e poços.

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