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Bauru (SP) declara emergência para enfrentar incêndios 

Há quase 100 dias sem chuva, cidade tem problemas também no abastecimento de água

01 de out de 2025

A prefeita Suélen Rosim: Rio Batalha, principal fonte da água distribuída no município, atingiu índices críticos na represa de captação pela falta de chuvas

Edição Scriptum com Prefeitura de Bauru

A gestão da prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), vai adotar medidas ainda mais rígidas para o enfrentamento de incêndios e da crise hídrica, que se agravaram por conta da estiagem severa e prolongada que atinge todo o Estado de São Paulo, com praticamente 100 dias sem chuvas na região. Decreto publicado na quarta-feira (1)  declara situação de emergência na cidade de 393 mil habitantes e autoriza ações para agilizar a prevenção e combate a incêndios e também o enfrentamento da crise hídrica.

O Rio Batalha, principal fonte da água distribuída no município, atingiu índices críticos na represa de captação pela falta de chuvas em volume considerável.

O Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE) deverá disponibilizar, de forma prioritária, os recursos hídricos de água não potável necessários para o combate às queimadas, mediante o fornecimento de pontos para abastecimento de caminhões-pipa. Fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Defesa Civil Municipal, nas ações necessárias ao enfrentamento da seca extrema em Bauru. Todas as secretarias devem estar à disposição da força-tarefa, fornecendo veículos, equipamentos e o suporte necessário.

As Secretarias de Infraestrutura, de Agricultura e Abastecimento (Sagra) e de Serviços Urbanos deverão disponibilizar equipamentos pesados, como caminhões, retroescavadeiras e tratores, para auxiliar no controle de grandes focos de incêndio e na contenção do fogo em áreas críticas. As Secretarias de Aprovação de Projetos e do Meio Ambiente e Bem-estar Animal (Semab) deverão intensificar a vigilância e fiscalização em áreas de risco.

O decreto publicado autoriza a convocação de voluntários, empresas privadas, entidades e Organizações Sociais, para reforçar as ações de resposta à seca extrema, e o recebimento de doações de bens e serviços com objetivo de atender às necessidades da população afetada. O município poderá ainda contratar bens e serviços para atendimento das necessidades provocadas pela situação de emergência. O DAE e a Defesa Civil poderão utilizar poços, reservas e represamentos privados, urbanos ou rurais, desde que avaliado os padrões de qualidade da água bruta, que servirão para utilização do município para fins de abastecimento e armazenamento de água no período de escassez.

A prefeitura destaca ainda que a população deve colaborar, evitando colocar fogo em áreas de mata ou pastagem, sob pena de multa. Além disso, os moradores podem denunciar casos de incêndio, acionando o Corpo de Bombeiros, no telefone 193. A Defesa Civil municipal também está acompanhando todos os casos de incêndios.

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