
O governador Ratinho Jr discute a nova ferrovia em reunião virtual
Essencial para o avanço do agronegócio brasileiro e da infraestrutura do País, a Nova Ferroeste, estrada de ferro de 1.371 quilômetros de extensão que deverá ligar a cidade Maracaju (Mato Grosso do Sul) ao Porto de Paranaguá (Paraná) foi tema do encontro, nesta quarta-feira (16), entre o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e autoridades do MS e do governo federal.
O Corredor Oeste de Exportação resolverá um problema histórico de infraestrutura do Paraná, com impacto para o Brasil e para o Mercosul. O novo traçado vai ligar o Paraná à malha ferroviária nacional, beneficiando as principais potências do agronegócio nacional, além do Paraguai, que é hoje um dos principais produtores mundiais de grãos.
Ratinho Junior destacou que a nova rota ferroviária é imprescindível para a melhoria do agronegócio e da infraestrutura brasileira e reiterou o pedido de apoio do governo federal para agilizar processos e licenciamentos ambientais. “O apoio dos ministérios é fundamental para nos ajudar a agilizar as questões burocráticas ambientais. Os estudos são realizados sempre buscando o melhor traçado, com menor impacto possível”, afirmou o governador.
Ratinho Junior se reuniu, por videoconferência, com o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; a ministra da Agricultura, Tereza Cristina; e integrantes do Ministério da Infraestrutura e apresentou a evolução dos estudos da ferrovia. Os governadores pediram apoio do governo federal para agilizar questões burocráticas ambientais.
Ratinho Junior falou sobre os estudos do novo ramal ferroviário, que ligará Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá. “A importância desse encontro entre Paraná e Mato Grosso do Sul, juntamente com os ministérios, está no alinhamento, na demonstração da vontade política com relação ao projeto ferroviário para os dois Estados e para o Brasil”, afirmou o governador.
A nova malha ferroviária inclui a construção de uma nova ferrovia entre Maracaju (MS) e Cascavel, um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá, um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu, além da revitalização do atual trecho da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava. Ainda não há um valor definido para a obra, já que o projeto está em fase de elaboração.
A ministra Tereza Cristina, que é sul-mato-grossense, disse estar preocupada com as exportações de grãos dos dois Estados. “Tenho uma preocupação com as exportações de grãos, como o milho, por exemplo. Podemos e temos que produzir mais, existe demanda internacional para isso. Nesse sentido, o projeto se torna uma avenida de oportunidades. O Brasil ficou muito tempo atrasado com ferrovias”, disse ela. “Queremos ver as coisas acontecerem e o governo federal dará todo o apoio aos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul”, afirmou a ministra.
Acordo
Em agosto, o Paraná firmou um acordo de cooperação técnica com o Mato Grosso do Sul para acelerar projeto. A empresa TPF Engenharia, foi contratada pelo Governo para execução dos Estudos de Viabilidade Técnico-operacional, Econômico-Financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA), que devem ficar prontos em 2021.
O Governo propõe a abertura da concessão do projeto para a iniciativa privada. Em junho, a Ferroeste foi qualificada para integrar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, atendendo a um pedido feito pelo Governo do Estado. Com a inclusão no PPI, a União vai ajudar o Paraná com apoio técnico regulatório necessário em diversas áreas, da modelagem e meio ambiente à atração de investidores.
A expectativa é colocar a Ferroeste em leilão na B3 – Bolsa de Valores do Brasil até novembro de 2021, já com o EVTEA e o EIA/RIMA concluídos. O modelo de concessão está sendo discutido pelo grupo de trabalho que elabora o Plano Estadual Ferroviário do Paraná, instituído pelo governador Ratinho Junior em julho.