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AGRICULTURA

Fávaro presidirá comissão do piso mínimo do frete

Colegiado vai debater mecanismos de controle e rastreabilidade das operações de transporte de cargas

15 de jun de 2026 · #carlosfavaro

Fávaro terá a missão de conduzir as discussões entre caminhoneiros, transportadoras, embarcadores, setor produtivo, governo e parlamentares

Edição Scriptum com Assessoria de Comunicação senador Carlos Favaro

O senador Carlos Fávaro, do PSD do Mato Grosso, presidirá a comissão mista do Congresso Nacional encarregada de analisar a Medida Provisória nº 1.343/2026, que trata do cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. O colegiado será instalado na terça-feira (16) e contribuirá para um dos debates mais sensíveis para a logística brasileira, especialmente para Estados produtores como Mato Grosso, onde o transporte por caminhões é essencial para o escoamento da produção agropecuária.

A medida provisória altera a Lei nº 13.703/2018 e cria novas regras para reforçar a fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT, que deverá ser emitido antes da realização do frete. Na prática, operações contratadas abaixo do piso mínimo não terão o código gerado e poderão ser bloqueadas ainda na origem.

A proposta também amplia os mecanismos de controle e rastreabilidade das operações, reunindo informações sobre contratantes, transportadores, carga, origem, destino, veículos e valores pagos. Segundo a regulamentação federal, o objetivo é dar mais segurança jurídica à cadeia do transporte, garantir remuneração mínima aos caminhoneiros e coibir práticas abusivas na contratação do frete. A MP prevê multa de R$ 10 milhões para contratantes em casos de descumprimento das regras.

À frente da comissão, Fávaro, ex-ministro da Agricultura, terá a missão de conduzir as discussões entre caminhoneiros, transportadoras, embarcadores, setor produtivo, governo e parlamentares. O tema exige equilíbrio entre a proteção da renda de quem transporta, a previsibilidade para quem contrata e a competitividade da economia nacional. Para Mato Grosso, maior produtor de grãos do País e altamente dependente da logística rodoviária, o debate tem impacto direto no custo de produção, no abastecimento e na eficiência do escoamento da safra.

Na instalação do colegiado, o deputado Paulo Pimenta foi eleito vice-presidente, o deputado Zé Trovão foi designado relator e o senador Styvenson Valentim, relator revisor. A comissão deverá analisar as emendas apresentadas à medida provisória antes que o texto siga para votação nos plenários da Câmara e do Senado.

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