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Governo de SP já garantiu novas moradias para 900 famílias na Favela do Moinho

Projeto do Estado resgatou a dignidade de pessoas que viviam em condições insalubres na região central de São Paulo e sob ameaça do crime organizado

22 de abr de 2026 · Favela do Moinho, habitação, Marcelo Branco, Sao Paulo

“O que eu sinto é alegria de sair para a minha nova casa”, disse a moradora Eunice Barbosa dos Santos, de 81 anos.

Edição Scriptum com Governo de São Paulo

Um ano após o governo de São Paulo iniciar a remoção de moradores para a requalificação da área da Favela do Moinho, na região central da capital paulista, cerca de 900 famílias estão residindo em novos imóveis, com segurança e dignidade. De acordo com balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, sob gestão de Marcelo Branco, liderança do PSD, 29 famílias permanecem no núcleo e aguardam o atendimento pela Caixa Econômica Federal, banco que operacionaliza indenizações devidas pelo governo federal.
Com o reassentamento em fase final, a área antes ocupada pela Favela do Moinho será destinada a uso público. O local receberá um parque urbano e uma nova estação de trem, como parte das ações de requalificação da região central promovidas pelo governo estadual e a prefeitura de São Paulo.

O processo de reassentamento foi baseado em escuta ativa, mapeamento detalhado dos moradores e garantia de escolha aos beneficiados. A etapa de cadastramento das famílias, essencial para assegurar um atendimento social responsável e transparente, foi concluída entre outubro e novembro de 2024. Pouco depois, em janeiro do ano seguinte, a CDHU inaugurou um escritório de atendimento na rua Barão de Limeira, nas proximidades da comunidade.

O espaço concentrou mais de três mil atendimentos antes mesmo do início das remoções. Em um ano, totalizou cerca de 10 mil atendimentos, com uma média de 12 atendimentos por família. “O projeto teve início com um olhar para o centro da cidade como um todo, resgatando cada uma dessas histórias para preservar a vontade das pessoas. Fizemos mais de três mil entrevistas com os moradores antes mesmo de iniciar as mudanças. Já passamos de dez mil atendimentos e temos quase a totalidade das famílias encaminhadas. Esse é um projeto estruturado, pensado e humanizado, em que as famílias escolheram onde e de que forma queriam morar”, destaca Marcelo Branco.

Ainda segundo o secretário, a iniciativa resgatou a dignidade de moradores que viviam em condições insalubres e em constante risco. O terreno da favela, altamente adensado e confinado entre duas linhas de trens, com apenas uma saída, deixava a população exposta a grandes incêndios, como os ocorridos na década passada. A comunidade sofria com a forte atuação do crime organizado, o que afetava a liberdade das famílias, constantemente coagidas por lideranças locais.

Alta adesão

As mudanças começaram em 22 de abril de 2025 e avançaram rapidamente. Em 7 de maio do ano passado, mais de 100 famílias já haviam sido reassentadas para moradias dignas, com acompanhamento permanente da CDHU. Cerca de dois meses depois, esse número já superava 440. “Não vou sentir saudade (da Favela do Moinho). O que eu sinto é alegria de sair para a minha nova casa”, disse a ex-moradora Eunice Barbosa dos Santos, de 81 anos, que viveu 22 anos na favela cercada pelas linhas de trem.

Para viabilizar o atendimento habitacional, a CDHU mapeou imóveis prontos ou em construção disponíveis no mercado. Antes do início das mudanças, cerca de 1,5 mil unidades foram disponibilizadas, mais de mil delas localizadas na região central, para atender moradores que preferiam permanecer na área. Outra alternativa oferecida foi a livre escolha de imóveis em qualquer município do Estado, desde que dentro dos parâmetros do programa, com valor de até R$ 250 mil.

Os imóveis são gratuitos para famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil, de acordo com a parceria firmada entre o governo de São Paulo e o Ministério das Cidades. Para famílias que optaram por unidades ainda em construção, foram concedidos caução inicial de R$ 2,4 mil e auxílio-moradia mensal de R$ 1,2 mil até a entrega das chaves. “Quando se trata da Favela do Moinho, falamos da reposição do direito à moradia. Montamos um escritório especialmente para esse trabalho, com atendimentos individuais programados. As famílias foram convidadas com dia e horário marcados. A CDHU organizou toda a logística, incluindo agendamento, transporte e encaixotamento. Houve uma boa adesão dos moradores, o que também nos surpreendeu positivamente”, disse a superintendente social de Ação em Recuperação Urbana da CDHU, Viviane Frost.

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