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Kassab: País precisa de recursos da iniciativa privada

Para o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, as Parcerias Público-privadas são essenciais para atender a demanda por serviços públicos de qualidade

24 de jun de 2015

Kassab:

Kassab: “Obras são complexas, têm perfil de longo prazo e exigem recursos vultosos e, para que possamos atender a demanda com um padrão mínimo de qualidade, vamos precisar, cada vez mais, da iniciativa privada.”

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, afirmou durante o 20º Congresso de Transporte e Trânsito da ANTP, em Santos (SP), que as Parcerias Público- privada (PPPs) são fundamentais para o desenvolvimento das obras de mobilidade urbana. “Estamos recuperando o tempo perdido durante décadas, cabe a nós continuar enfrentando esse desafio. As obras são complexas, têm perfil de longo prazo e exigem recursos vultosos e, para que possamos atender a demanda com um padrão mínimo de qualidade, vamos precisar, cada vez mais, da iniciativa privada”, afirmou o ministro.

Kassab disse ainda que está sendo discutida a criação de um fundo garantidor nacional que possa ser o avalista de contratos de PPPs nos Estados que tiverem dificuldades em apresentar garantias futuras para os investidores interessados.

O ministro das Cidades lembrou que as cidades, com raras exceções, cresceram e se desenvolveram sem o devido planejamento. Ele afirmou que é dever dos gestores e do poder público buscar novas alternativas de financiamento para o setor de mobilidade urbana.

O Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, administra 400 empreendimentos de mobilidade em todos os Estados com investimentos de R$ 154 bilhões. O secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Dario Rais Lopes, explicou que as obras de mobilidade urbana apoiadas pelo Ministério somam mais de quatro mil quilômetros de extensão em todo o País.

“Os projetos concluídos, em andamento e os que ainda estão em processo de seleção representam aproximadamente 4,5 mil quilômetros de extensão. São 300 km de metrô, 327 km de trens, 92 km de monotrilhos, 968 km de BRTs, 256 km de VLTs, 2.224 corredores de ônibus, 13 km de aeromóvel e mais 264 km em modais como o aquaviário e melhorias viárias”, afirmou Dario.

Para o secretário de Mobilidade, outra questão fundamental para os debates sobre mobilidade urbana é agregar os projetos ao transporte público. “Os projetos públicos devem ser concebidos levando a mobilidade em consideração e, mais do que isso, que o desenvolvimento urbano passe a ser orientado, também, pela capacidade da rede pública de transporte”.

Considerado o maior evento técnico em mobilidade urbana do país, o 20º Congresso de Transporte e Trânsito da ANTP conta com a participação de técnicos e estudiosos, gestores públicos e empresas privadas, reunindo mais de 130 palestrantes entre gestores e especialistas do Brasil e exterior, em 39 sessões temáticas.

Estão sendo discutidos, nos três dias de evento, temas como planejamento da mobilidade, programas cicloviários e a relação intrínseca entre meio ambiente e transporte, abordando transporte não motorizado, acessibilidade, transporte público, trânsito, qualidade, marketing e tecnologia. Todos os variados segmentos do setor, desde sistema de transporte por ônibus e sobre trilhos, ITS, economia e tarifa, até gestão de trânsito e segurança viária.

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