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ENERGIA

MP diminui contas de luz para milhões de brasileiros

Medida Provisória encaminhada pelo governo cria Nova Tarifa Social de Energia Elétrica

22 de maio de 2025

Estimativa do governo federal é que 16 milhões de pessoas sejam contempladas com a gratuidade do serviço.

Edição Scriptum com Ministério de Minas e Energia

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou na quarta-feira (21) a importância da Medida Provisória da Reforma do Setor Elétrico, que deve beneficiar cerca de 60 milhões de brasileiros ao criar uma Nova Tarifa Social de Energia Elétrica. O novo benefício prevê a gratuidade da conta de luz para famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa e que consomem até 80 kWh/mês. Por ser uma medida provisória, a iniciativa entra em vigor imediatamente.

A MP precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias. Se não for aprovada, perderá a validade. O documento foi assinado em ato que teve a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de parlamentares da base do governo.

A estimativa do governo federal é que 16 milhões de pessoas sejam contempladas com a gratuidade do serviço. “Hoje é um dia muito importante para o desenvolvimento econômico e social do País, o dia em que o presidente Lula, com tanta dedicação, assinou esta proposta, na qual participou ativamente da construção, para buscar a redução do custo de energia que viesse a atender a todos os brasileiros, mas, especialmente, fazer justiça com a classe média do Brasil e com os nossos consumidores de baixa renda, além de corrigir distorções do setor elétrico”, afirmou Silveira.

A proposta também contempla pessoas com deficiência ou idosos que usufruem do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e famílias indígenas e quilombolas do CadÚnico. Caso o consumo exceda os 80 kWh, o pagamento será proporcional. A MP prevê, ainda, a isenção do pagamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para famílias do CadÚnico com renda mensal entre meio e um salário mínimo por pessoa e que consomem até 120 kWh/mês.

Além dos benefícios sociais, a proposta prevê mais liberdade para o consumidor. A medida estabelece importantes diretrizes para a modernização e a reforma estrutural do setor elétrico nacional. A iniciativa, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia, busca aprimorar o ambiente regulatório, fortalecer a segurança energética e impulsionar a transição para uma matriz elétrica mais limpa, competitiva e eficiente.

Silveira ressaltou que a Reforma do Setor Elétrico apresenta uma política que se apoia em três pilares fundamentais: justiça tarifária, liberdade para o consumidor e equilíbrio para o setor. “Queremos fazer justiça tarifária e abertura de mercado, beneficiando a classe média, acabando com o monopólio de apenas uma fonte para podermos fornecer energia para o mercado regulado. A medida permite que todo mundo possa escolher a fonte de quem quer comprar energia, criando naturalmente uma concorrência entre as várias fontes de geração”, explicou o ministro.

Ainda segundo Silveira, a medida é fruto “de um amplo processo de diálogo com os principais agentes do setor, especialistas e representantes da sociedade civil”, e responde aos desafios decorrentes das mudanças no perfil de consumo, da expansão das fontes renováveis e da necessidade de garantir tarifas mais justas para os consumidores.

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