
O governador Ratinho Jr: “Vamos transformar o Paraná numa potência logística e atrair inda mais empresas e empregos”
O leilão do novo Anel de Integração rodoviário do Paraná, com 4,1 mil quilômetros, deve gerar investimentos de mais de R$ 100 bilhões no longo prazo para o Estado e, segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), encerrará anos de desconfiança da população com esse modelo. Ele também disse que a inclusão de rodovias estaduais atende demandas represadas do setor produtivo e darão nova perspectiva de segurança para os motoristas em trechos com muitos acidentes.
De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que participou, junto com Ratinho Junior, da assinatura de um contrato de arrendamento no Porto de Paranaguá, o leilão paranaense é o maior e mais significativo do pacote de concessões de rodovias do governo federal. O novo traçado desenhado pelo Governo do Estado e pela União incorpora ao polígono original (2,5 mil quilômetros) mais três rodovias estaduais – a PR-092 (Norte Pioneiro), a PR-323 (Noroeste) e a PR-280 (Sudoeste) -, trechos das BRs 163, 153 e 476 e contornos de Londrina, Ponta Grossa e Cascavel, que somam 1,6 mil quilômetros.
“A maior carga de investimentos no setor rodoviário será no Paraná, o maior lote de concessões. Estamos desenhando o que há de melhor em termos de estruturação, trabalhando com o Banco Mundial, com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL)”, disse. “E com tarifas menores do que as praticadas hoje. Isso é o que a nova modelagem vai nos proporcionar”, afirmou.
A projeção otimista, segundo o ministro, leva em consideração os R$ 9,4 bilhões em investimentos prospectados em 27 leilões da infraestrutura em 2019, a retomada da economia brasileira e a confiança do setor privado. “Estamos construindo um novo Brasil, que vai crescer e decolar. Crescemos 1,2% em 2019 e não crescemos pouco. O País é um avião com duas turbinas: a do setor público e a do setor privado. A do setor público estava com o reverso acionado. Era importante fazer a contenção fiscal, o compromisso com a solvência. O que mostra que o setor privado foi responsável pelo crescimento e já está gerando mais de 2% de crescimento”, acrescentou Freitas.
“Não vamos repetir o que não deu certo no Paraná. Estamos trabalhando em parceria o governo federal para ter os melhores e mais transparentes contratos, com mais investimentos e redução de pelo menos 50% nos preços”, afirmou Ratinho Junior. “Vamos transformar o Paraná numa potência logística e atrair inda mais empresas e empregos”.
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o novo Anel de Integração permitirá ao Paraná, também, maior integração entre os modais. “Estamos diante de um grande momento para o Estado. Vamos entregar menos tarifas e mais obras, será o maior lote de concessões do País. Vamos virar a página da história dos pedágios”, arrematou.
O governo federal investiu R$ 60 milhões no estudo da nova modelagem. Ele deve ser concluído neste ano e apontará a quantidade de lotes. A Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL) e o International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial, são os responsáveis pelas análises.
A proposta em análise prevê uma modelagem híbrida, com a menor tarifa e a maior outorga, para evitar que empresas aventureiras se ancorem no preço da tarifa e não consigam cumprir o que está previsto na licitação. Também está previsto um modelo em que o usuário que utiliza mais as rodovias pague tarifas menores, o chamado Desconto ao Usuário Frequente (DUF).